Unioeste mantém vestibular de verão
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiu ontem manter a data de inscrições do Concurso Vestibular 2002, independente do movimento grevista que acontece na instituição desde 17 de outubro. A decisão do Conselho Universitário (COU) saiu após mais de três horas de discussão. No total, foram 20 votos a favor da manutenção da data do concurso, 19 contra e duas abstenções.
Com a decisão, as inscrições foram confirmadas para o período de 1º a 30 de novembro. No concurso estarão sendo oferecidas 2.170 vagas distribuídas nos cinco campi e extensões da Unioeste. O vestibular está marcado para acontecer dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2002.
A diretora de Concursos da Unioeste, Estela Maris Bohnen, explica que um dos principais argumentos utilizados para a manutenção do período de inscrições e da data do vestibular foi o risco de perder grande parte do dinheiro que já foi gasto com publicidade, licitações para compra de materiais e outros. ''Já foram gastos cerca de 165 mil reais na preparação do concurso. Não teríamos como reaver parte disso'', diz.
Para Estela, o fato de grande parte dos servidores da universidade permanecerem em greve não deverá atrapalhar o andamento dos trabalhos. Ela esclarece que a coordenação do concurso está instalada na reitoria, cujos funcionários não aderiram ao movimento grevista.
Para o professor Luiz Fernando Reis, do comando de greve, é temeroso abrir inscrições para o vestibular num período em que todas atividades da universidade estão suspensas. Na opinião dele, possíveis candidatos deixariam de fazer as inscrições antes do término da greve. ''Parece pouco provável que essas pessoas tenham motivação para estudar em uma universidade que atravessa graves problemas financeiros'', relata.
Apesar de não concordar com a decisão do COU, Luiz Fernando adiantou que a reunião de ontem serviu para o início de uma outra discussão ligada ao vestibular. ''Está surgindo um debate sobre a coerência de se fazer o vestibular sem cobrar pelas inscrições. Já que estamos em uma universidade pública, não faz sentido cobrar. Muitos alunos da rede pública deixam de concorrer por não terem dinheiro'', observa.
Ainda na reunião de ontem, os conselheiros também mantiveram a decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) de cancelar o calendário escolar, que será reprogramado após o término da greve.


