O comando de greve da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) realizou ontem uma assembléia com cerca de 500 servidores dos cinco campi da instituição. Através do voto direto, professores e funcionários decidiram manter a paralisação. A maioria, 85% dos presentes, votou a favor da continuidade da greve e exigiu negociação imediata por parte do governo do Estado.
Os servidores aprovaram também a criação de comissões nos campi com o objetivo de formular um novo projeto de cargos comissionados e funções gratificadas, a continuação da mobilização da sociedade civil organizada e a suspensão das inscrições do vestibular 2002. Esse indicativo será avaliado pelo Conselho Universitário (COU), autoconvocado para a reunião que acontecerá no próximo dia 29.
Um dos líderes do comando de greve, Luiz Fernando Reis, acrescentou que os servidores exigem que o COU se manifeste no sentido de exigir o cumprimento da liminar que garante o imediato pagamento dos 14 dias parados do mês de setembro e proíbe descontos nos meses subsequentes.
Apesar da ampla maioria dos servidores terem votado pela permanência da greve, um grupo de funcionários ligados à reitoria e ao campus de Foz do Iguaçu tentou articular a retomada das atividades.
A reitoria emitiu a nota depois que o Sinteoeste ingressou com um pedido de providências no Tribunal de Justiça pelo descumprimento da liminar que garante o pagamento da diferença salarial aos servidores em greve que tiveram seus salários descontados.

mockup