Unioeste garante a data do vestibular
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quinta-feira, 26 de novembro de 1998
Paulo Pegoraro 
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) anunciou ontem a manutenção das datas de 2 a 4 de dezembro para a realização do vestibular, o maior de sua história e o mais conturbado, por causa do furto e venda de pelo menos uma cópia das provas. A venda, por um funcionário da gráfica da Unioeste, foi flagrada na noite de segunda-feira pela Polícia, em um shopping no centro de Cascavel. O flagrante resultou na anulação de provas já impressas que seriam aplicadas para 16.742 candidatos.
Segundo a reitoria de Pós-Graduação, Norma Golfetto, e o presidente da Comissão de Vestibular, Tarcísio Vanderlinde, serão utilizadas provas que estavam sendo elaboradas (e estarão concluídas hoje) para o vestibular especial que a Unioeste realizará em março do próximo ano para novos cursos que serão implantados. Posteriormente, serão elaboradas outras para aquele vestibular. De outra forma, não haveria condições de manter as datas previstas em dezembro, por causa da demora na elaboração e impressão.
A gráfica da Unioeste não tem estrutura para imprimir rapidamente 1 milhão de folhas (nas duas faces) de papel ofício, por isso será contratada uma empresa. Este tipo de contratação exige tradicionalmente licitação, mas a assessoria jurídica da Unioeste obteve ontem anuência do Tribunal de Contas do Estado para dispensar a concorrência pública, porque trata-se de uma questão emergencial, disse Norma Golfetto. O nome da empresa não será revelado e haverá amplo esquema de vigilância durante a impressão.
Furto A Unioeste acumula prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil, em decorrência do roubo da cópia, por Airton André Maurina, 22 anos, que responderá por peculato (crime cometido por servidor público, com pena de 2 a 12 anos de reclusão). O rapaz é conhecido como Chapolim. Ele afirma que furtou por brincadeira, mas foi preso ao vender uma cópia por R$ 1 mil a um candidato que, antes, avisou a reitoria e ajudou a armar o flagrante. Chapolim, de família humilde, não terá como ressarcir o prejuízo que causou.


