O multivestibular da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) que vai abrir inscrições segunda-feira, poderá atrair 13 mil candidatos. A estimativa foi apresentada ontem durante o lançamento do multivestibular na reitoria, em Cascavel. Pela primeira vez na instituição, os candidatos poderão se candidatar a até três cursos, no ato da inscrição, fazendo a opção por um deles depois de aprovado nos exames.
O multivestibular segue a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que preconiza que instituições de ensino superior flexibilizem o tradicional concurso vestibular, tornando o processo seletivo ‘‘mais justo’’, conforme explicou o presidente da Comissão de Concurso Vestibular da Unioeste, professor Tarcísio Vanderlinde. Segundo ele, ‘‘o estudante esforçado e bem preparado’’ é valorizado com a possibilidade de várias alternativas de cursos.
A Unioeste também realizará vestibular no câmpus de Francisco Beltrão, incorporado recentemente, que originariamente era a faculdade Facibel. O período das provas é outra novidade: entre os dias 2 e 4 de dezembro. Antes, o vestibuar coincidia com o das demais universidades, entre janeiro e fevereiro, o que resultava em alto índice de desistências.
Para o presidente do vestibular, as novidades vão contribuir para aumentar , ‘‘com facilidade’’, o número de inscritos registrado no ano passado (12,4 mil). A taxa de inscrição para três cursos é de R$ 140,00, para dois R$ 105 e para uma opção R$ 70,00, e elas devem ser feitas diretamente em agências do Banco do Brasil, entre segunda-feira e o dia 23 de outubro. O manual do candidato custa R$ 5,00.
Em todo o Oeste paranaense, cerca de 20 mil estudantes concluem este ano o 2º grau. A Unioeste oferece 1.880 vagas em 34 cursos, distribuídos pelos câmpus de Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão. Em Cascavel, os cursos de medicina e odontologia terão número de vagas dobrado, passando de 20 para 40 em cada um deles.
Protesto Acadêmicos de engenharia civil e engenharia agrícola paralisaram aulas e fizeram panfletagem ontem no centro de Cascavel, protestando contra o que classificam de ‘‘situação de abandono’’ que afeta os cursos. Eles exigem instalações adequadas para os laboratórios, compra de equipamentos, materiais e livros, e, especificamente para engenharia civil, 40 computadores que suportem o software próprio do setor.
Segundo o acadêmico Marcelo Campos, a situação do curso (com 130 alunos em todas as turmas) é a mais preocupante, pois ele necessita de ‘‘adequada estruturação’’ para obter o reconhecimento formal. Esta é uma condição indispensável para que a primeira turma, a ser formada no próximo ano, tenha diplomas validados. O reitor Erneldo Schallemberger disse que a situação deste curso e de Engenharia Agrícola está sendo ‘‘devidamente avaliada, para solucionar os problemas’’.Edson MazzettoSem
equipamentosAlunos
dos cursos
de engenharia
civil e
engenharia
agrícola
fizeram
protesto
ontem em
Cascavel,
reivindicando
melhorias
na estrutura
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