Unioeste encerra sindicância sobre transporte de corpos
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sexta-feira, 28 de agosto de 1998
Paulo Pegoraro 
A comissão de sindicância da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) não encontrou irregularidades no caso do envio de cadáveres do câmpus de Cascavel para a Universidade de Santo Amaro (Unisa), de São Paulo. O relatório da sindicância foi encaminhado ontem à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Na noite de 16 de junho, um manobrista de hotel - que 18 dias depois foi assassinado - viu 5 corpos cobertos com plástico transparente em uma Caravan, estacionada na garagem do estabelecimento. Assustado, o manobrista chamou a polícia, que abriu inquérito para investigar a possibilidade de comércio, de transporte irregular sem utilização de ambulância e com carro particular, e vilipêndio de cadáver (retirada de sepulturas).
O transporte foi feito por Pedro Soares, conhecido como Pedrão, funcionário do Instituto Médico-Legal (IML). Ele atuava no câmpus da Unioeste através de um convênio e utilizou um carro de propriedade de José Carlos Cintra, funcionário da instituição de ensino, que trabalhava junto com Soares no setor de Anatomia e Necropsia.
A versão do diretor do câmpus, Paulo Sérgio Wolff, foi de que os problemas de identificação eram apenas burocráticos e surgiram durante a transferência dos corpos do IML, que os cede para estudos. Quanto à utilização do carro de José Carlos Cintra, Wolff disse que na ocasião não havia outro disponível.
De acordo com a sindicância, não foi evidenciada a comercialização de cadáveres e a forma de transporte não feriu normas legais. Por isso a direção do câmpus e o funcionário José Carlos Cintra estariam isentos de culpa. Pedrão sequer chegou a ser investigado, sob a alegação de que é funcionário da Secretaria de Segurança Pública.


