Unioeste é a boa surpresa do Provão
Israel Reinstein
De Curitiba
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foi a grande surpresa no resultado do Provão (Exame Nacional de Cursos), realizado pelo Ministério da Educação (MEC). No ranking de classificação das instituições, a universidade foi a paranaense que mais subiu de posição saltando de 32ª colocada em 1998 para 8ª. No entanto, a melhor qualificada do Estado continuou sendo a Universidade Estadual de Londrina (UEL), que na avaliação passada estava em terceiro e agora está em quarto.
A Unioeste conquistou sete notas A para os cursos de Administração (Campus Cascavel e Marechal Cândido Rondon), Letras (Campus de Rondon e Foz do Iguaçu), Matemática (Campus Cascavel), Engenharia Civil (Campus Cascavel) e Engenharia Química (Campus Toledo). Ainda neste exame, obteve três conceitos B: Administração (Campus Foz do Iguaçu), Letras (Campus Cascavel), Economia (Campus Cascavel) e mais dois conceitos C: Economia (Campus Francisco Beltrão e Toledo).
As universidades públicas obtiveram as melhores notas do Estado, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhaftig. Na avaliação dele, os investimentos feitos pelo Estado, os salários e as gestões individuais de cada reitoria seriam os fatores que colocaram duas universidades estaduais entre as dez melhores do País. Em cinco anos, o investimento nas universidades cresceu de R$ 74 milhões para R$ 278 milhões, disse.
O secretário entende que esta melhoria não foi uniforme nas instituições estaduais. A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) obteve a 91ª colocação. Quem também não teve boas pontuações foi a Universidade Federal do Paraná, que caiu da 14ª posição para 16ª.
Para o reitor da UFPR, Carlos Antunes dos Santos, a avaliação do MEC não identifica a realidade da universidade. É apenas um instantâneo de um momento, que não leva em consideração a produção em pesquisa, qualificação dos profissionais e a imagem da instituição junto a sociedade, disse, acrescentando que os universitários da UFPR boicotam o exame.
Mesmo sendo contrário, Santos afirmou que os cursos que obtiveram notas baixas, como o de Comunicação Social, receberão atenção especial para melhorarem.
Outra universidade que pretende investir na melhoria dos cursos é a Pontifícia Universidade Católica (PUC). Após cair oito posições, da 40ª e para 48ª, o vice-reitor João Oleynki disse que as mudanças vão ocorrer com avaliações internas e investimentos em pessoal e estrutura.





