Cascavel - A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) divulgou ontem a lista dos 2.180 aprovados no vestibular 2002 (leia nas páginas 4 e 5). O concurso foi realizado em janeiro, nos cinco campi e em duas extensões da instituição por 15.942 candidatos.
Segundo o Pró-Reitor de Graduação, Leonidas Lopes de Camargo, os aprovados deverão fazer suas matrículas nos dias 18 e 19 deste mês, no campus onde foi aprovado. A Comissão de Concurso prevê ainda matrículas em segunda, terceira e quarta chamadas, para os 20, 25 e 28 de fevereiro, respectivamente.
Vários candidatos estiveram ontem no campus de Cascavel acompanhando a divulgação do resultado oficial. A grande dúvida de todos era quando se iniciariam as aulas, suspensas há mais de 150 dias em decorrência da greve dos professores e funcionários da instituição.
Os calouros que atingiram a maior média são do curso de medicina. A primeira classificada geral foi Fernanda Pedott, de Cascavel, seguida de Simone Sampaio Saldanha, de Cuiabá (MS), e Matheus Fortunato, de Cascavel, ficou em terceiro lugar.
Fernanda Pedott disse que a princípio gostaria de comemorar o fato de ter sido aprovada. Acrescentou que ainda não havia parado para pensar na possibilidade das aulas demorarem para começar. ‘‘O mais difícil eu consegui, que era passar. Agora vamos esperar para ver o que acontece’’, frisou.
Emerson de Lima, aprovado em engenharia civil, afirmou estar acompanhando através da imprensa as negociações entre comando de greve e governo. Ele garantiu estar tranquilo quanto ao início das aulas. ‘‘Todos nós estudamos bastante para conseguirmos entrar na faculdade. O mais importante é que uma hora vamos começar a estudar’’, falou.
Matheus Fortunato foi aprovado em medicina, mas decidiu abrir mão de sua vaga, pois também foi aprovado na Universidade Federal em Curitiba (UFPR). Ele relatou que um dos motivos que o levou a tomar esta atitude foi a indecisão em relação a greve. ‘‘Lá pelo menos eu sei que as aulas vão começar. Aqui está mais complicado’’, explicou.
O reitor em exercício da Unioeste, Wilson Iscuissati, disse esperar que as negociações para o retorno das atividades estejam adiantadas para que o calendário escolar deste ano não seja tão prejudicado como está sendo o de 2001.

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