Unioeste descumpre liminar que manda pagar salários
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terça-feira, 23 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste) ingressou ontem no Tribunal de Justiça, em Curitiba, com um pedido de providências pelo descumprimento da liminar que garante o pagamento da diferença salarial aos servidores em greve da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Os salários tiveram desconto no mês passado, em função da greve. A liminar foi concedida pelo desembargador Dilmar Kesser, no último dia 8.
Segundo o presidente do Sinteoeste, Luiz Fernando Reis, apenas os funcionários da reitoria que não aderiram ao movimento tiveram de volta os 40% descontados por 14 dias de paralisação em setembro. Ele disse que o pagamento foi liberado com base no pedido de uma entidade particular, a Associação dos Servidores da Reitoria (Asser), sem a assinatura do reitor em exercício, Wilson Iscuissati.
Reis observa que a Asser enviou ofício à diretora-geral da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Mirian de Fátima Zaninelli Wellner, informando que o montante a ser repassado para o pagamento dos servidores que trabalharam no período de greve era de R$ 236.815,51. Atendendo solicitação da entidade, a diretora liberou exatamente a verba especificada no ofício, não atendendo a determinação da liminar de efetuar o repasse a todos os servidores.
Para o presidente do Sinteoeste, a medida ''é ilegal e arbitrária'', pois o pagamento de salário para servidores estaduais foi feito com recursos do tesouro do Estado, baseado apenas em informações prestadas por uma entidade privada. ''É uma declaração unilateral de trabalho, feita por entidade associativa de servidores, que não goza de fé pública'', ressaltou.
Hoje, às 10 horas, está programada uma assembléia unificada no campus de Cascavel, que poderá definir os rumos da greve.


