Cascavel - O reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Wilson Iscuissati, disse que antes de tomar qualquer atitude perante o anúncio do corte no repasse das verbas, pretendia entrar em contato com a Secretaria de Educação, além de colocar o assunto em pauta na reunião de hoje do Conselho Universitário (COU). Com a suspensão do repasse, a Unioeste deixará de receber este mês cerca de R$ 2,7 milhões para pagamento de salários e custeio.
Iscuissati adiantou que fará tudo que for necessário para garantir o funcionamento da universidade, principalmente pelo fato de alguns setores estarem trabalhando. Segundo ele, os setores administrativos de todos os campi, o Hospital Universitário, entre outros, estão com os funcionários em plena atividade. ‘‘Ainda não sabemos como faremos para comprovar quem está trabalhando.’’
A UEM não tinha sido comunicada oficialmente ontem, sobre a suspensão do repasse de recursos. O vice-reitor, José de Jesus Previdelli, disse que foi surpreendido na última sexta-feira com a falta de dotação orçamentária da instituição, cuja a previsão no início do ano era de R$ 23 milhões para os quatro primeiros meses de 2002. Conforme Previdelli, o governo retirou toda previsão orçamentária da UEM sob a alegação de foi necessário ‘‘rapear a dotação’’. Previdelli disse a suspensão do pagamento dos servidores implicará em prejuízo para toda sociedade. ‘‘Só em Maringá são aproximadamente R$ 6 milhões que deixarão de circular’’. (Colaborou Lucinéia Parra, de Maringá)

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