Cascavel - A direção da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) apresentou ontem mais de 20 recibos assinados pelo atual secretário de Educação de Cascavel e ex-reitor da instituição Marcos Vinícius Pires de Souza. Os recibos foram emitidos entre março de 1997 a janeiro de 1999 e totalizam mais de R$ 40 mil, se corrigidos.
O dinheiro foi depositado em conta corrente do então bolsista que assinou recibo e entregou ao Departamento de Finanças da Unioeste, como prevê o convênio com a Comissão de Apoio a Professores de Ensino Superior (Capes) do Ministério da Educação.
A Unioeste solicitou a instauração de um processo administrativo através de comissão já constituída. A Assessoria Jurídica da universidade está preparando uma ação judicial para que o professor Marcos Vinícius devolva os valores recebidos pela não conclusão do curso de doutorado e que a Capes está cobrando da Unioeste.
Durante todo ano de 1997 e o 1º semestre de 1998, o professor entregou relatórios do curso, que foram considerados incompletos pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e pelo Departamento de Matemática e Estatística ao qual pertencia.
Em janeiro de 1999, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação, que faz o acompanhamento dos bolsistas, suspendeu a bolsa do professor Marcos Vinícius e solicitou que fizesse a regularização dos relatórios. Como a solicitação não foi atendida o benefício foi cancelado.
A Capes passou a cobrar da Unioeste os valores que o professor Marcos Vinícius recebeu. A universidade alega que notificou o professor para que devolvesse os recursos recebidos, mas ele não respondeu. Com a falta de pagamento, a Unioeste foi incluída no Cadin (Cadastro de Inadimplentes) do governo federal.
Marcos Vinícius voltou a negar que tenha praticado qualquer irregularidade e prometeu acionar judicialmente a Unioeste para esclarecer o caso. Ele disse que o doutorado não foi concluído porque a instituição o chamou para assumir, em 1999 e 2000, as aulas de Física e Informática.

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