A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) informou ontem que está revendo o enquadramento de servidores em gratificações, ajuda de custo e outros benefícios, para sanar irregularidades apontadas por uma comissão das secretarias estaduais de Administração, Fazenda e Planejamento.
A existência da comissão, cujo relatório foi elaborado em março, só chegou ao conhecimento da imprensa agora, através de um fax anônimo enviado às Redações.
O documento procura atingir diretamente o reitor Erneldo Schallemberger, apontando-o como ‘‘ordenador de despesas irregulares’’. O texto apócrifo especula que professores e funcionários da Unioeste poderiam ter ‘‘pagamentos bloqueados pelo Estado’’, caso não houvesse a ‘‘correção imediata das graves irregularidades’’.
O uso de fax e correspondências anônimas, enviadas pelo correio, foi prática comum na última eleição para reitor na Unioeste, com o objetivo de atingir Schallemberger.
Segundo a denúncia anônima, foram levantadas irregularidades em gratificações de chefia, ajudas de custo, promoções irregulares e carga horária de servidores.
O reitor Erneldo admitiu que a comissão realmente detectou irregularidades. Mas ele afirmou que elas não ocorreram por má-fé. Pelo contrário, as irregularidades teriam se originado pela falta de definição oficial de cargos e funções na universidade.
Ele explicou que para a definição há necessidade de lei da Assembléia Legislativa. Schallemberger disse que os próprios órgãos do Estado não haviam estabelecido critérios objetivos para os enquadramentos.
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná e a Universidade do Centro-Oeste, de Guarapuava, são as últimas instituições de ensino superior criadas no Paraná e não detêm autonomia orçamentária.

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