Unioeste ainda busca consolidação no setor
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Reconhecida formalmente apenas no final de 1994, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) ainda busca consolidar-se, inclusive quanto às atividades de pesquisa e extensão comunitária. É o que ocorre por exemplo na área de Saúde, com os cursos de medicina e odontologia, iniciados há três anos e necessitando de complementação no quadro de professores, equipamentos e biblioteca.
Mas o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, professor Valdir Gregory, assegura que a Unioeste tem investido na qualificação dos professores, através dos quais há o estímulo à produção científica pelos acadêmicos. Em 95, a Unioeste tinha 80 mestres e oitodoutores, hoje são 219 mestres e 55 doutores. Outros 90 estão fazendo mestrado e 87 doutorado. Segundo Gregory, os resultados no campo da pesquisa já se observam de forma interessante.
Na área de ciências humanas, por exemplo, funciona o Centro de Estudos, Pesquisas e Documentação da América Latina (Cepedal), em Marechal Cândido Rondon, onde está um dos cinco câmpus da Unioeste. Nessa área Valdir Gregory coordenou uma equipe que pesquisou as missões jesuítas, com suas reduções, inclusive na faixa oeste do Paraná.
A Unioeste tem um Núcleo de Inovações Tecnológicas (NTI), que capta financiamentos para a formação de recursos humanos em áreas estratégicas, relata Valdir Gregory. Através do NTI, foram criados, por exemplo, softwares para agricultura de precisão e para acompanhamento de diagnósticos médicos. Em Engenharia Agrícola, a estudante Débora Rafaelli, que defendeu em julho a primeira dissertação de mestrado do curso, pesquisou o controle de qualidade em matérias-primas de uma fábrica de frango.
Recentemente, três alunos do curso de economia receberam premiação no 9º Prêmio Paraná de Economia. Oldemar Barbosa, primeiro colocado, pesquisou o acesso de portadores de deficiências físicas ao mercado de trabalho da cidade de Toledo, apontando que o acesso é dificultado porque, além da discriminação natural, eles têm pouca escolaridade. Jaime Stoffel, segundo colocado, tratou da diversificação nas propriedades rurais, e Regina Martin, terceira colocada, pesquisou a cadeia produtiva do pescado.





