Unioeste admite falhas em prédios
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quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Paulo Pegoraro 
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) admitiu ontem terem sido constatados defeitos nas edificações de prédios que foram construídos em seus câmpus localizados nos municípios de Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu e Marechal Cândido Rondon.
Nas quatro cidades, entre os anos de 95 e 96, foram construídos 11 prédios para abrigar novos cursos e complementar a estrutura de apoio, e também foi edificada a sede da reitoria, em Cascavel.
Nos últimos dias, surgiram informações de que a universidade estaria acionando as empreiteiras judicialmente. Em função destas informações, a reitoria decidiu tornar pública a existência das falhas nas edificações. Mas a reitoria da Unioeste negou estar indo à Justiça contra as empreiteiras.
Segundo a instituição, sua assessoria de manutenção e planejamento físico identificou os defeitos e as empreiteiras que construíram os prédios estão sendo convocadas para que procedam as devidas correções.
A convocação é feita através de notificação expedida pela assessoria jurídica, chefiada pelo advogado Hélio Jost. As falhas nas obras são classificadas como imperfeições que se resumem a vícios comuns de construção.
Objetivamente, ocorreram rachaduras e infiltrações em alguns prédios da Unioeste. Outros tipos de problemas foram identificados em praticamente todos os prédios nos quatro câmpus. Mas a Unioeste garante que eles são plenamente passíveis de ser solucionados.
As empresas que construíram os prédios, através de concorrência pública, são Habitavel, G.A. Cima, Formato, Village e Sial, de Cascavel, Orbis (Maringá) e Piacentini (Curitiba). Os 11 edifícios têm no conjunto cerca de 40 mil metros quadrados, e neles foram investidos R$ 12 milhões.
Estes recursos foram assegurados no Orçamento do Estado pelo então governador Mário Pereira (PMDB), que é de Cascavel, e foram liberados aos poucos, até o início do governo de Jaime Lerner (PFL).


