Unindo a teoria e a prática
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segunda-feira, 04 de julho de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem local 
Alunos do primeiro semestre do curso de Engenharia de Materiais da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) finalizaram um projeto desafiador na tarde de ontem. De acordo com o coordenador do curso, Fabiano Moreno Peres, a proposta era que os alunos, divididos em grupos, elaborassem uma ''máquina'' para o lançamento de bolinhas. ''A ideia era propor um projeto prático que integrasse os conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula em diversas disciplinas'', disse.
Ele afirmou que os alunos tiveram que construir e calibrar os produtos de acordo com o alvo determinado pela equipe de professores. ''Desta forma os ensinamos a pensar com autonomia e eles conseguem ver na prática a aplicação dos conteúdos básicos da engenharia'', explicou. ''Este tipo de atividade permite que o aluno reconheça e aprenda o significado e a importância do que foi ensinado nas disciplinas'', completou.
O professor Fernando da Silva Alves, que ministra a disciplina de Física, disse que o resultado foi muito satisfatório. ''Considero este um trabalho arrojado para uma turma de primeiro período. O aluno que é desafiado responde à proposta e aprimora seus conhecimentos nos cinco anos de curso'', explicou. A avaliação da equipe de professores é positiva. ''Para motivar os alunos nós também construímos um lançador de bolinhas e mostramos o resultado do nosso projeto para eles apens hoje (ontem)'', acrescentou Alves.
Expectativa
Entre os alunos o clima era de animação e expectativas em torno das ''engenhocas'' desenvolvidas. Os professores definiram um alvo e os estudantes precisavam calcular a força necessária em cada ''máquna'' para alcançar a meta com as bolinhas. Para o estudante Lucas Vital, 23 anos, a interação entre as matérias conseguiu unir brincadeiras e seriedade na turma. ''Para a minha equipe a parte mais difícil foram os cálculos antes da montagem do equipamento'', disse.
O aluno Anderson Slewinski, 22 anos, disse que ficou orgulhoso do projeto e que além de fazer cálculos e aplicar a teoria na prática a sua equipe pensou na segurança do grupo que estaria acompanhando o lançamento. ''Tentamos simplificar o projeto reduzindo o custo e a complexidade mas mantendo um bom resultado final.''
''Fomos montando a nossa catapulta e depois fizemos os cálculos e as adaptações físicas necessárias'', explicou a aluna Emanuelle Thomazini, 18 anos. Ela afirmou que o grupo se desdobrou no domingo para que a estrutura estivesse pronta ontem. ''Um dia antes da apresentação ela estava quebrada, precisamos consertar embaixo de chuva na última hora, mas deu tudo certo'', concluiu.


