Unimed vai ressarcir
usuários de plano
de medicamentos
Mauro FrassonAcusaçãoMarco Aurélio Cravo, presidente da Unimed-Curitiba, diz que conveniados faziam mau uso do plano
A cooperativa está cancelando o plano opcional de medicamentos e
argumenta que problema foi causado pela rede Minerva, sua parceira
Dinheiro gasto com
período de carência
será devolvido a partir
da próxima semana
Adriana Ribeiro
Depois de vinte meses em desenvolvimento, o plano opcional de medicamentos, oferecido pela Cooperativa Unimed de Curitiba, está sendo cancelado. A medida deixará na mão um grupo de aproximadamente 4.200 usuários que havia adquirido o plano. Todos pagavam um adicional com valor correspondente à idade, para dispor gratuitamente de remédios oferecidos pela rede de farmácia Minerva, parceira da Unimed. O problema levou três pessoas à Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) da cidade, onde foram abertos processos.
Para comunicar a decisão, a Unimed enviou correspondência para a casa dos usuários. Eles foram informados que o plano só terá validade até o próximo domingo, e que todos serão ressarcidos do valor pago no período de carência, que era de quatro meses. Segundo o presidente da Cooperativa Unimed de Curitiba, Marco Aurélio Cravo, os pagamentos começarão a ser feitos a partir da semana que vem.
Se a empresa não tivesse apresentado a proposta, os conveniados poderiam exigir o cumprimento do contrato, com a cobertura oferecida pelo plano, segundo Maria Isabel Castro e Silva, socióloga do Núcleo de Informática e Informação do Procon. ‘‘Isso porque o consumidor não precisa saber dos problemas administrativos, e sim do produto que adquiriu’’, explicou.
O presidente da Unimed de Curitiba diz que a empresa decidiu cancelar o benefício depois que a própria Minerva entrou na Justiça pedindo o cancelamento do contrato que mantinha com a cooperativa de saúde. A rede de farmácia estaria amargando um prejuízo que impedia a continuidade da parceria. Segundo Marco Cravo, todo o dinheiro arrecadado pela Unimed era repassado para a Minerva, só que os gastos que a rede vinha tendo com os usuários do plano eram maiores do recebia.
Na avaliação de Cravo, o problema foi provocado porque acabou ficando caro manter o plano. ‘‘Eram poucos conveniados e todos que entraram no plano eram consumidores que utilizam muito medicamento’’, comentou. Mas ele acusa que, em paralelo, a ‘‘esperteza’’ de usuários agravou ainda mais a dificuldade. Segundo ele, a empresa constatou que alguns conveniados estavam distribuindo medicamentos para familiares que não faziam parte do plano, e até comercializavam os produtos. Todos os usuários que possuíam o plano podiam usufruir de uma lista com 1.600 medicamentos.
Com o fim do contrato com a Minerva, a Unimed tentou buscar um novo parceiro no mercado. Como nenhuma empresa do ramo aceitou, a cooperativa teve de cancelar o plano opcional, de acordo com Marco Cravo.

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