Redução de preços para planos básicos de saúde e de prazos de carência, inclusão de doenças como câncer e aids para os conveniados. As mudanças no setor de planos de saúde, com a nova lei, já estão sendo colocadas em prática. A partir do dia 5 de novembro, a Unimed começará a trabalhar com novos contratos, como determina a lei. Para discutir as novas exigências e uniformizar as ações das cooperadas, mil médicos participam, de hoje até domingo, da 28ª Convenção Nacional Unimed, em Curitiba.
A Unimed começa a implantar programas de tratamento e prevenção de doenças específicas em suas cooperadas no Paraná ainda este ano. A intenção é mudar o conceito de plano de saúde para acompanhar a nova lei. ‘‘Em vez de tratarmos apenas as doenças, orientaremos a população’’, diz o diretor de mercado da Federação da Unimed no Paraná, Orestes Pullin.
Hoje, a Unimed atende 10 milhões de brasileiros. No Paraná, são 800 mil - 350 mil em Curitiba. Daqui a dois meses, os novos contratantes passarão por uma avaliação para saber se estão enquadrados em algum grupo de risco e se podem participar dos programas especiais do plano. Quem já tiver uma doença, como a diabetes, por exemplo, terá um abatimento no pagamento caso participe de um programa específico. Os usuários antigos terão até o final de 1999 para trocar seus contratos.
O plano passará a ter quatro módulos: ambulatorial (consultas e exames que não precisem de internamento), internamento, obstetrícia e odontologia. Os novos contratos não determinarão prazo para internamento e incluirá o tratamento de todas as doenças, inclusive câncer e Aids. As únicas exclusões serão inseminação artificial, transplante cardíaco e de fígado, e doenças não reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina.
Pullin acredita que a cobertura completa não prejudicará os planos por causa dos programas de prevenção implantados. ‘‘Com isso, reduziremos a incidência de muitos problemas.’’ O plano não precisará tratar doenças preexistentes. Se o contratante tiver alguma doença deve avisar o plano de saúde.
Os períodos de carência passarão a ser de no máximo seis meses. Antes, existia carência de até um ano, como era o caso da cirurgia cardíaca.
As mensalidades dos novos contratos ainda não estão definidas. Um plano completo ficará mais caro do que os atuais, mas um ambulatorial será mais barato, acredita Pullin. Hoje, os preços dos planos variam de R$ 35,00 a R$ 200,00. Os contratos para pessoas acima de 60 anos não poderão ter reajuste, pela nova lei.

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