A Cooperativa de Médicos (Unimed) de Londrina quer reduzir os valores pagos aos hospitais que atendem seus conveniados. Proposta neste sentido foi enviada no início do mês a 30 hospitais de Londrina e de mais 23 municípios da região. O presidente da Unimed, Mauri Raphaelli, assegura que a redução dos valores pagos pelos serviços prestados a hospitais considera os custos e mantém a margem de lucro. ‘‘Apresentamos uma planilha de custos que assegura margem de lucro e garante a capacidade de reinvestimentos dos hospitais’’, afirma o presidente da Unimed.
Pelo lado dos hospitais, entretanto, a versão é um pouco diferente. O diretor-superintendente da Santa Casa e presidente do Sindicato dos Hospitais, Fahad Hadad, disse que a tabela em vigor é de 96. Não incorporou, portanto, o aumento dos custos nesse período. ‘‘Os hospitais querem uma tabela compatível com os custos’’, enfatiza Haddad, revelando que a proposta da Unimed apresenta itens aceitáveis e outros ‘‘divergentes’’.
O documento da Unimed dá prazo até sexta-feira para que os hospitais apresentem uma resposta. ‘‘Estamos negociando a readequação da tabela há meses. Há convergências em alguns pontos e divergências em outros. Entretanto, a determinação de uma data apenas dificulta o consenso.’’
Ele disse, ainda, que apesar das dificuldades econômicas enfrentadas pelos hospitais, o setor aceita discutir uma readequação. ‘‘É necessário que haja compatibilização dos interesses e necessidades de cada uma das partes’’, enfatiza.
Segundo Raphaelli, se os hospitais não aceitarem a proposta da Unimed, a cooperativa dos médicos pretende construir sua própria unidade de saúde. ‘‘Ainda não temos nada definido. Mas na hipótese de não haver acordo com os hospitais essa seria a primeira alternativa.’’

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