O impasse sobre os valores a serem pagos pela Cooperativa de Médicos (Unimed) a hospitais da rede privada de Londrina chegou ao fim. Ontem, o presidente da Unimed, Mauri Raphaelli, informou que as duas partes chegaram a um consenso e o contrato será assinado no máximo até hoje.
A negociação sobre os valores a serem pagos teve início no mês passado, quando foram realizadas várias reuniões entre as diretorias da Unimed e dos hospitais. Ao todo, são 30 os hospitais. A Unimed possui cerca de 150 mil conveniados.
Um dos principais motivos de discordância era com relação aos custos dos materiais, medicamentos e próteses cobrados da Unimed pelos hospitais. A cooperativa considerava alto os preços e propunha intermediar a compra junto a laboratórios e fábricas, mas os grandes hospitais discordavam da sugestão.
Segundo Raphaelli, com relação aos medicamentos, os hospitais irão comprar direto das fábricas, mas com valores negociados previamente pela Unimed. Já as próteses serão compradas pela cooperativa e serão repassadas aos hospitais com uma taxa de comercialização.
Sobre o pagamento das diárias hospitalares, os hospitais aceitaram a proposta da Unimed, afirmou Raphaelli. Ele explica que o reajuste varia de 29,9% a 90,9%, dependendo do tamanho e qualidade do hospital conveniado.
Segundo o médico Fahad Haddad, presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina e Região, o acordo valerá por 90 dias. Nesse período será contratada uma empresa especializada em custos hospitalares e os reajustes poderão até ser alterados. ‘‘Como as metodologias de cálculos de custos dos hospitais e da Unimed são diferentes, essa empresa poderá nos ajudar a encontrar o equilíbrio para que nenhuma das partes seja prejudicada’’.

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