Apesar de serem unânimes na avaliação de que houve avanços na negociação, as diretorias da Cooperativa de Médicos (Unimed) e os principais hospitais da rede privada de Londrina não chegaram a um acordo econômico ontem. A Unimed quer a redução dos valores pagos por ela aos prestadores de serviços credenciados.
A negociação prossegue e há perspectiva de que os contratos para a prestação de serviços por 30 hospitais aos cerca de 150 mil conveniados sejam renovados nos próximos dias, apesar do impasse em relação aos valores a serem pagos pela cooperativa à rede hospitalar.
As maiores pendências são relativas aos custos dos materiais, medicamentos e próteses cobrados da Unimed pelos hospitais. A cooperativa, que tem cerca de mil médicos, considera os preços muito altos e propõe intermediar a compra junto aos laboratórios e fábricas. Os grandes hospitais - aí incluídos Santa Casa e Hospital Evangélico - discordam desta intermediação na compra. Alegam que o atendimento ao usuário é integral e seria impossível subdividir os custos.
Na tabela de pagamento das diárias hospitalares a negociação está quase encerrada. Os hospitais aceitam a proposta de reajuste feita pela Unimed, que tem uma variação média - composta pelos vários itens da planilha de custo - de 29,9% a 90,9%, dependendo do tamanho e qualidade do hospital conveniado.
O presidente da Unimed, Mauri Raphaelli, afirma que a readequação na forma de pagamento aos hospitais é necessária em consequência do reajuste que virá quando for implantada a nova legislação dos planos de saúde, em janeiro de 99. ‘‘Temos que diminuir os custos, para não sermos obrigados a aumentar demais as mensalidades dos usuários. E uma maneira seria intermediarmos a aquisição dos medicamentos.’
Segundo ele, a Unimed consegue comprar, em grandes quantidades, os remédios por até 8% abaixo dos preços de fábrica.‘‘Nos nossos convênios, os hospitais alegam que compram pela tabela de mercado, que fica até 43% acima dos preços das fábricas. Temos possibilidade de diminuir custos, barateando compras e garantindo uma margem de lucro aos hospitais’’, diz Raphaelli.
Mas alguns dos donos e diretores dos hospitais não concordam com a segmentação nas contas e terceirização nas compras através da Unimed. ‘‘Alguns hospitais concordam e até fecharam o acordo. Mas, para os grandes, isto é muito difícil de viabilizar. Mesmo assim, deveremos chegar a bom termo na negociação em breve. Os conveniados da Unimed e usuários dos hospitais não serão prejudicados enquanto durar o impasse’’, garante o presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina e região, Fahd Haddad.Arquivo FolhaImpasseFahd Haddad, do Sindicato dos Hospitais de Londrina e região, garante: ‘‘Conveniados da Unimed e usuários de hospitais não serão prejudicados’’Osmani Costa

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