Unifil faz pesquisa sobre qualidade de vida
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma pesquisa sobre qualidade de vida em Londrina está sendo desenvolvida por professores, alunos e funcionários do Centro Universitário Filadélfia (Unifil). O trabalho deverá indicar quais os principais problemas enfrentados pelos londrinenses nas esferas social, psicológica e física. O objetivo é repassar o resultado para o poder público local e entidades da sociedade civil organizada.
O trabalho é feito sob coordenação do pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unifil, José Gonçalves Vicente. A sondagem envolveu cerca de 80 estudantes, seis professores, três psicólogas e um profissional da área de estatística.
As entrevistas - feitas com 1.600 pessoas - foram realizadas nos mais diferentes bairros da cidade. A pesquisa é baseada num programa denominado Pacote Estatístico para Ciências Sociais (SPSS, na sigla em inglês), adquirido pela instituição de ensino. Esse sistema é usado com frequência nos Estados Unidos e na Europa e em universidades conceituadas como Harvard.
Para o professor Vicente, o uso da metodologia com a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU) confere mais credibilidade à pesquisa. ''O sistema permite calcular a verificidade das respostas'', explicou o coordenador da pesquisa, acrescentando que todos os entrevistados foram ouvidos em casa e forneceram as informações básicas, como nome e endereço.
A utilização do SPSS é autorizada com a condição que o resultado da pesquisa seja encaminhado para o representante da ONU no Brasil e para a sede em Washington, capital dos Estados Unidos.
O questionário contém cem perguntas e é dividido em seis domínios: físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, ambiente e aspectos espirituais. Os entrevistados foram questionados sobre dor e desconforto, sono e repouso, memória e concentração, mobilidade, atividades da vida cotidiana, capacidade de trabalho, atividade sexual, recursos financeiros e crenças e religiões, entre outros temas.
A previsão é que o relatório seja entregue para o poder público em 30 de novembro. Os dados, segundo ele, podem ser usados para traçar políticas públicas pela administração municipal. ''Vamos mostrar um retrato da cidade. A solução dos problemas é com os especialistas'', ressaltou Vicente.


