Crescimento horizontal do campus é a meta do reitor Eleazar Ferreira para o futuro da Universidade Filadélfia (Unifil), que comemora 35 anos este ano. Para incrementar a infra-estrutura atual, no entanto, a universidade tem um plano, a curto prazo, de crescer verticalmente no campus da Avenida Juscelino Kubitschek, Região Central de Londrina.
''Foi apresentado um projeto para a Prefeitura, que precisa aprovar a planta arquitetônica antes de começarmos a construir. Acredito que as obras terão início no ano que vem'', prevê Ferreira, que também estuda, em parceria com o Município, a escolha de um terreno de 200 mil metros quadrados em outra região da cidade.
Segundo ele, a ampliação do prédio da Avenida JK irá abrigar uma ala de laboratórios, três auditórios, um hall tecnológico com livre acesso a computadores, além de salas de aulas. Recentemente, a universidade adquiriu as instalações do Colégio Canadá, na Rua Paranaguá (Centro), para continuar o plano de expansão física.
''Nos 35 anos de história, que na verdade começaram muito antes, há 65 anos, com o Instituto Filadélfia, a instituição sempre trabalhou voltada para uma educação de qualidade, que transforma as pessoas, cria oportunidades e gera riquezas'', define o reitor.
Para ele, hoje, o desafio é continuar existindo em meio à competitividade das novas instituições e do ensino à distância. ''É preciso segmentar as atividades para se manter ativo'', opina.
Criada em 2001, em decorrência dos trabalhos realizados pelo Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), a Unifil atende cerca de 5 mil alunos e conta com mais de 350 professores para 20 cursos, entre eles administração, turismo, secretariado executivo, farmácia, fisioterapia e sistemas de informação.
Eleazar Ferreira lembra que os primeiros cursos abertos pela universidade foram pedagogia, sociologia, filosofia e psicologia. Já os mais recentes, criados há dois anos, foram os cursos de biomedicina e educação física. ''Acredito que a trajetória da universidade é bastante parecida com a trajetória da própria cidade de Londrina, que cresceu e modificou de perfil'', declara o reitor.
Para ele, a universidade soube se renovar, até mesmo investindo no ensino à distância. ''A Unifil é uma instituição contemporânea com viés tecnológico'', completa Ferreira.
Ele destaca ainda o trabalho voluntário realizado pelos alunos das clínicas de psicologia, nutrição e fisioterapia e pelos estudantes do núcleo de práticas jurídicas, assim como os futuros arquitetos.
''Por um lado temos projetos de inserção, como o Casa Fácil, dos alunos de arquitetura. Eles regularizam a documentação de muitas famílias carentes que têm o sonho da casa própria, mas não têm como pagar pela escritura. Por outro lado, incentivamos o esporte, com os times de handebol e futebol de salão'', ressalta o reitor.
Segundo ele, a universidade seleciona os atletas e distribui bolsas de estudos. ''Eles têm uma carreira diferenciada. Muitos são de famílias pobres que não podem pagar uma faculdade e têm no time a oportunidade de estudo.''
Para comemorar o aniversário de 35 anos, a Unifil realizou diversos programas culturais e festas durante o ano. Entre eles, o de maior destaque será o projeto Casa Aberta, o qual terá como foco uma feira de profissões na cidade. ''O objetivo é garantir espaço de debate entre os profissionais das mais diversas áreas e possibilitar uma orientação vocacional efetiva, que atenda tanto a aptidão quanto as necessidades do mercado de trabalho'', conclui o reitor.

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