Unidos no tratamento
A representante da Associação de Mães e Amigos dos Autistas de Londrina (AMAA Londrina), Tauana Merys Correia, ressaltou que a decisão judicial estimula outras mães a lutarem pela garantia dos direitos que, na maioria das vezes, não são amplamente divulgados. Tauana, por exemplo, foi demitida do cargo de faturista semanas após comunicar à empresa que o filho havia sido diagnosticado com autismo. "Expliquei a minha situação para tentar acompanhar o meu filho durante os tratamentos. No começo, apresentei os atestados. Foi bem difícil lidar com tudo isso sozinha. A empresa oferecia plano de saúde. Duas semanas depois, perdi o emprego e o plano. Fiquei sem chão", contou.
Um dos funcionários chegou a confirmar a demissão em razão do diagnóstico do filho. Tauana ingressou com uma ação na Justiça contra a empresa, mas não obteve decisão favorável. Ela e outras mães se uniram e a associação AMAA foi criada em 2011. O grupo troca experiências e tenta agora arrecadar fundos para a construção de um centro especializado no tratamento do autismo. "A síndrome é pouco divulgada. O diagnóstico precoce faz a diferença para antecipar o início do tratamento", explicou. Segundo ela, há poucos profissionais especializados no tratamento de autismo.
Entre os sintomas da síndrome estão as dificuldades de interação com outras crianças, comportamentos repetitivos como gestos com as mãos e atraso ou ausência da fala. Os tratamentos são permanentes, já que o transtorno não tem cura. "Algumas crianças apresentam hiperatividade ou comportamento mais passivo. Como o autismo não é muito conhecido, as pessoas acabam confundindo as crises com uma birra comum. A proximidade entre mães e filhos é fundamental em cada passo do tratamento", alertou Tauana.
Ao todo, 34 mães fazem parte da associação. Ações entre amigos, jantares e palestras serão promovidos pela AMAA. Quem quiser mais informações sobre os trabalhos da associação pode entrar em contato pelo telefone (43) 3367-9971.





