Curitiba - Dezenas de pessoas se reuniram ontem no Centro de Curitiba para protestar contra os ataques militares de Israel na Faixa de Gaza, região da Palestina. Desde o final de dezembro do ano passado o conflito já matou mais de 765 palestinos, boa parte deles crianças, e onze soldados israelenses.
Munidos de bandeiras de diversos países de língua árabe, faixas de protesto e acompanhados por um carro de som, os manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade por volta das 11 horas e de lá seguiram até a Boca Maldita. O evento foi promovido pelo Comitê Árabe Brasileiro de Solidariedade e recebeu apoio de diversas entidades sociais e políticas locais, como sindicatos, partidos e entidades estudantis. Segundo o professor Francisco Assis França, um dos organizadores da passeata, a expectativa era reunir 500 pessoas "independente da origem e da religião".
Manifestações como essa já foram realizadas este ano em São Paulo (SP), Brasília (DF) e Foz do Iguaçu (PR) e estão previstas em Porto Alegre (RS) e novamente em Foz do Iguaçu. A data de uma segunda manifestação em Curitiba será definida no próximo sábado. Segundo França, esse tipo protesto deverá continuar acontecendo enquanto a violência em Gaza não for interrompida.
A adesão dos curitibanos surpreendeu o palestino Ualid Rabah, que tem diversos parentes residindo na Cisjordânia.
O professor Leonardo Nicoletti, de São Paulo (SP), mesmo de férias em Curitiba decidiu integrar a passeata. Apesar de não ter familiares de origem palestina, ele aderiu ao movimento "por solidariedade e indignação pela morte de um povo inocente".

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