A primeira solução concreta para a crise de leitos enfrentada pelos pacientes da rede pública, em Maringá, foi posta em prática no final de semana e começou a dar resultados. Duas unidades volantes estão atendendo urgências que não podem ser absorvidas pelo Hospital Universitário (HU).
Se necessário, as unidades viajam para levar pacientes a outras cidades. No final de semana, o novo serviço já foi utilizado para levar um paciente ao HU de Londrina.
O serviço se tornou possível graças a um convênio firmado pelas secretarias estadual e municipal de Saúde, Hospital Universitário e diretores de hospitais particulares. As unidades são dotadas de equipamento de terapia intensiva e pertencem à Unimed e à Paraná Assistência Médica, do Hospital Paraná (PAM). O governo do Estado está custeando o serviço.
Um avião do governo do Estado também ficará à disposição do HU para transportar pacientes mais rapidamente em direção a hospitais de Cascavel e Londrina, cidades que têm serviços de saúde pública considerados melhores do que os existentes de Maringá.
A morte de sete pacientes, apenas este mês, no Hospital Universitário, enquanto aguardavam transferência para estabelecimentos com tratamento intensivo, agravou a crise e acabou causando a intervenção do Secretário Estadual de Saúde, Armando Raggio. Nunca tantas pessoas tinham morrido na cidade, de uma só vez, por causa da precariedade do atendimento pela rede pública.

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