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Londrina

COVID E GRIPE 5m de leitura Atualizado em 12/01/2022, 15:07

Unidades respiratórias seguem cheias e com longa espera em Londrina

Pacientes relataram espera superior a três horas para consulta; Saúde afirma que 24 médicos têm ficado à disposição nos plantões

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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A primeira semana com três unidades funcionando juntas para atendimento de síndromes respiratórias em Londrina tem sido de grande procura e lotação. Além da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do jardim Sabará, na zona oeste, as UBS (Unidades Básicas de Saúde) da Vila Casoni, na área central, e do Guanabara, na zona sul, estão recepcionando de forma exclusiva os casos respiratórios.  

UBS da Vila Casoni, área central
UBS da Vila Casoni, área central |  Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

A mudança foi promovida pela secretaria municipal de Saúde diante do avanço da variante ômicron da Covid-19 e a epidemia da gripe H3N2. Ambas têm se espalhado rapidamente. Com a assistência básica sobrecarregada, muitos pacientes têm reclamado da demora para conseguir passar por consulta. Na manhã de quarta-feira (12) a reportagem percorreu os três pontos e todos estavam cheios. 

Na Vila Casoni, dezenas de pessoas aguardavam na entrada, do lado de fora, onde foi montada uma tenda. O representante comercial Arnaldo Brunetti chegou com a família logo que o posto abriu e por volta das 10h só tinha passado pela triagem. “Meu filho está confirmado com Covid e eu e minha esposa estamos tendo sintomas. Disseram que tem quatro médicos, mas não acredito, porque está demorando demais. Só estou aqui porque meu filho positivou, pois, se fosse gripe não tinha vindo nem se fosse para ganhar dinheiro”, desabafou. 

UBA do Guanabara, zona sul
UBA do Guanabara, zona sul |  Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

Na UBS do Guanabara também havia apontamentos quanto ao tempo de espera. “Liguei antes de vir para saber onde tinha menos gente. Quando cheguei, por volta das 8h, a fila estava pequena. Depois que foi chegando mais gente e agora está cheio. Fui bem atendida apesar de ter que aguardar 2h30”, comentou uma paciente. No local foram instaladas duas tendas, onde duas servidoras estavam fazendo o primeiro atendimento. 

A situação mais crítica foi observada na UPA do Sabará. A parte interna estava abarrotada de pacientes, a maioria aglomerados. A vendedora Mariane Cristina de Almeida se assustou com o cenário e desistiu. “Fiquei meia hora para tentar fazer ficha e nada. Melhor ir embora, porque se estou sem a doença, pego aqui”, opinou. A tenda foi recolocada ao lado do prédio, no entanto, não estava sendo utilizada - as cadeiras eram retiradas pelas pessoas e levadas para outros pontos. 

UPA do jardim Sabará, região oeste
UPA do jardim Sabará, região oeste |  Foto: Pedro Marconi - Grupo Folha
 

A atendente de cafeteria Renata Queiroz testou positivo para coronavírus após realizar o exame na farmácia e foi até a unidade atrás de medicamentos e da guia de afastamento para apresentar no trabalho. “Esperei mais de 2h30 para conseguir. Está muito cheio e não tem como manter distanciamento. Estou com sintomas desde sexta-feira (7). São fracos, mas ruins de sentir. Por já saberem que estou com a Covid teriam que ter uma estratégia para separar dos demais. Como sei, fiquei com duas máscaras e mais afastada.” 

ESCALA DE MÉDICOS 

Entre segunda (10) e terça-feira (11) as três unidades atenderam 1.416 pessoas, sendo 1.183 apenas no Sabará. Segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, as UBS estão com seis médicos de manhã e quatro à tarde, enquanto que a UPA está disponibilizando oito profissionais em cada período. “Temos monitorado que está ocorrendo uma procura grande de pessoas com casos leves, pessoas assintomáticas que vão até a unidade em busca de atestado, outras apenas atrás do teste. Isso não é exclusividade do sistema público, mas também da rede privada”, analisou. 

O secretário garantiu que os casos classificados como graves ou de maior preocupação são atendidos “quase que instantaneamente”. “O momento atual é reflexo da alta circulação no final do ano sem que todos os cuidados fossem tomados. Os serviços de saúde estão trabalhando muito para atender todos. Estamos deixando 24 médicos de plantão (no total) para atender síndromes respiratórias. Evidente que quando a procura é muito grande, pode ter um tempo maior de espera para casos de menor complexidade”, ponderou. 

AVALIAÇÃO

Machado não descartou a abertura de mais unidades para sintomas gripais. Sobre a tenda na UPA do jardim Sabará ele informou que a estrutura deve ser totalmente finalizada nesta quarta-feira, com montagem de sistema de som. A partir disso o suporte será utilizado por completo. 

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