Unidades já foram alvo de investigação As 10 casas de fibrocimento foram objeto de polêmica em 97, quando foi instaurada uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Vereadores. Formada em março, a CEI estava investigando a falta de laudo que atestasse a qualidade das casas, erguidas sem custos para o Município por uma empresa de Guarapuava. Durante as investigações, o então presidente da Cohab José Caetano Perri, pediu demisão alegando compromissos particulares. Ele não considerava um problema a falta de laudo técnico já que as casas seriam aprovadas somente depois de 18 meses de teste. Após cinco meses de trabalho, o relatório final da CEI, aprovado em plenário, concluiu que o assunto deveria ser remetido ao Ministério Público. As casas de fibrocimento também foram alvo de invasores. Em maio de 97, um grupo de sem-teto ocupou as casas, mas saiu depois de apenas um dia. O diretor-executivo da Cohab, Agnaldo da Rosa, informou que, como já estavam sendo construídas, a companhia resolveu testar as casas. ‘‘As pessoas que lá moram aprovaram’’, observou. Mesmo com o resultado positivo, ele disse que não existe intenção da Cohab em apostar nesse tipo de moradia. (L.O.)