Unidades de Saúde Animal em Londrina
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Fernanda Carreira<br>Reportagem Local 
A criação de unidades de saúde animal e o desenvolvimento de atividades educativas com crianças sobre a guarda responsável são algumas das ações que a Comissão de Políticas Públicas para Animais Abandonados de Londrina pretende colocar em prática a partir do segundo semestre deste ano. O grupo, formado por membros do poder público, de instituições de ensino superior, de ONGs e da sociedade civil, foi criado em abril. De acordo com estimativa da comissão, que tem como base estudos mundiais que apontam o índice de quatro animais abandonados por habitante, existem 35 mil animais pelas ruas de Londrina.
Segundo o coordenador da comissão e médico veterinário da Secretaria Municipal de Saúde, Alessandro Caseri, o intuito do grupo é que os animais sejam recolhidos das ruas e encaminhados às chamadas Unidades de Saúde Animal, onde serão cadastrados e castrados. Todo o trabalho seria mantido pela prefeitura. "O ideal é que haja uma dessas em cada região de Londrina. Os animais ficarão lá até se recuperarem do procedimento e depois poderão ser doados ou mesmo liberados para que a comunidade mesmo cuide", ressalta.
A definição de onde devem ser instaladas as unidades de saúde será tomada com base em um censo. Serão aplicados 400 questionários em seis bairros (ainda não definidos) de todas as regiões, por estudantes universitários, com o objetivo mapear a distribuição dos animais e verificar a condição deles.
O coordenador ressaltou que a unidade difere do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), por realizar especificamente procedimentos de cuidados e castração. O CCZ tem como atribuição fundamental prevenir e controlar as zoonoses, desenvolvendo sistemas de vigilância sanitária e epidemiológica. A criação de um CCZ em Londrina e como se dará seu funcionamento ainda está sendo discutido. O projeto, de acordo com Caseri, deve ser finalizado até o fim do ano. A partir do próximo, o grupo poderá então buscar recursos para o centro. O intuito do grupo é que o CCZ já esteja construindo e funcionando até 2017, prazo final para o alcance das metas estabelecidas no Plano Plurianual (PPA) do município.
Além disso, ele explica que a Comissão pretende finalizar toda a revisão no Código de Posturas do Município, no que diz respeito ao manejo animal e entregar as sugestões de alteração à Câmara de Vereadores até o fim do ano. Há ainda a proposta de realizar um convênio entre a Secretaria de Saúde e clínicas veterinárias para realizar a castração.
Segundo Caseri, a castração é fundamental para o controle dos animais, "mas o problema não se resume a isso, é preciso que seja desenvolvida uma cultura da guarda responsável desde cedo."
Por isso, a comissão pretende estabelecer uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação. "A meta é incutir nas crianças o significado da guarda responsável, com a entrega de materiais educativos, realização de palestras e de concursos", esclareceu. "Dessa maneira, elas irão entender desde cedo o quanto os animais sofrem com o abandono e sua responsabilidade em relação à saúde e promoção do bem-estar deles." O trabalho deve ser realizado em 60 escolas da cidade, segundo ele.
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