A decisão de construir unidades de internamento para adolescentes nas principais cidades do Estado, segundo a direção do IASP, tem o objetivo de humanizar o atendimento aos menores infratores. Além de Londrina, existem estudos para construção de outras unidades em Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. Para o presidente do IASP, Carlos Alberto Lima, a reinserção social será mais facilitada com os jovens estando mais próximos de suas famílias.
O diretor regional do IASP, Nelson Antônio da Silva, explica que os jovens permanecerão na unidade um mínimo de seis meses e um máximo de três anos. No período de reclusão, receberão acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, além de participarem de atividades didáticas, esportivas e lúdicas. Ele diz que o artigo 94 do Estatuto da Criança e do Adolescente determina esse atendimento completo ao menor infrator. Ainda não foi definida a forma de contratação da equipe.
O chefe do escritório regional da Secretaria de Estado do Trabalho e Promoção Social, padre Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos, observa que as famílias dos menores infratores também receberão atendimento da equipe multidisciplinar. Segundo ele, as famílias precisam estar preparadas para receber os adolescentes apóss deixarem a unidade.
Outro beneficiado com a construção da unidade, em Londrina, será o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi), onde os menores ficam até 45 dias, antes de irem a julgamento. A capacidade do Ciaadi é para 36 pessoas, porém, até ontem, continha 49 adolescentes.

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