Unidade social pede ajuda da comunidade
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Rolândia - Mais do que transmitir conhecimento, a ação de educar pode realmente transformar vidas, quando é realizada com amor. É esta a impressão que fica quando se conhece a história da Unidade Social Nossa Senhora Aparecida, que há 40 anos atua no desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes de Rolândia (Norte).
Apesar da importante contribuição à população rolandense, a bonita história do centro filantrópico se mistura agora à triste realidade de procura de ajuda para continuar funcionando. De acordo com a diretora da unidade, irmã Maria Isméria Micaleef, apesar dos recursos vindos da prefeitura e de um convênio com a Alemanha, isso não está sendo suficiente para manter o salário dos 26 funcionários que atuam na instituição. Entre eles, pedagogos, professores de Música e educadores físicos.
Segundo Maria Isméria, a unidade atende cerca de 200 crianças e adolescentes, de zero a 14 anos, de baixa renda. O centro funciona no período matutino e vespertino com atividades de lazer, cultura e esportes. ''São atividades que englobam reforço escolar, a prática de esportes variados, aprendizagem de trabalhos manuais e aulas de música e informática'', completa.
Irmã Isméria conta que a unidade filantrópica iniciou seus trabalhos em 1971, quando alguns padres da arquediocese perceberam a necessidade de criar um espaço de apoio pedagógico, que permitia aos pais deixarem seus filhos, maiores de três anos, enquanto trabalhavam. ''As crianças passavam o dia na rua à mercê da própria sorte. Foi aí que eles perceberam a necessidade de fazer algo por elas'', explica.
A partir de 1973, com sua chegada à unidade e preocupada com o bem-estar dos irmãos menores das crianças atendidas, que não tinham aonde ficar, irmã Isméria decidiu estender o atendimento às demais crianças.
Segundo ela, até este período a instituição funcionava somente com doações. Foi a partir da década de 80 que a prefeitura e empresas de Rolândia começaram a colaborar financeiramente. ''Nessa época, conseguimos um convênio com a Alemanha e, anos mais tarde, começamos a organizar promoções anuais para arrecadar recursos.''
No entanto, segundo a tesoureira da unidade, Sandra Padilha, com o passar dos anos e apesar dos esforços de funcionários e voluntários, o dinheiro não está sendo mais capaz de manter toda a estrutura e a unidade está perdendo seus funcionários. ''Agora mesmo perdermos duas funcionárias, se a creche tivesse condições de cobrir os salários, elas não iriam sair'', afirma.
Serviço - Interessados em ajudar a instituição podem ligar para (43) 3015-2970 ou 3015-4264


