Arquivo FolhaAgilidadeNascido como Hospital Geral do Portão, o Hospital do Trabalhador fica mais ágil com os programas implantadosCom uma história de serviços que atravessa décadas, o Hospital do Trabalhador, antigo Hospital Geral do Portão, começou uma transformação neste ano em que comemora 50 anos. Vinculado à Secretaria da Saúde do Paraná, o hospital ampliou seus serviços, ganhou maior autonomia e agilidade - inclusive com a participação da comunidade em sua gestão - e está se preparando para ser um centro de referência no tratamento de doenças ocupacionais.
Mantendo os serviços de pediatria, infectologia, maternidade, obstetrícia e clínica médica, o Hospital do Trabalhador passou a oferecer também atendimento ambulatorial para acidentes de trabalho e cirurgias de mãos, com áreas de internamento para o trabalhador e traumatologia.
Além dos serviços novos, o hospital vai passar por modificações em seu espaço interno para sua nova missão: promover e manter a saúde do trabalhador. ‘‘Temos propostas de readequação para áreas de UTI e pronto-socorro elaboradas com orçamentos, e estaremos encaminhando estas mudanças nos próximos meses’’, afirma a diretora do hospital, Marilise Brandão.
Agência transfusional Outra novidade que vai agilizar os trabalhos, é a implantação de uma agência transfusional, onde será mantida reserva de sangue para uso em casos emergenciais. A agência transfusional estará em funcionamento a partir da próxima semana.
Com isso, ao invés de deslocar equipes ao Hemepar cada vez que se precisa de sangue, a partir de agora ele estará disponível no próprio hospital, agilizando todo o processo.
O Hospital do Trabalhador continuará a receber o sangue do Hemepar, mas o material já vai estar em estoque no próprio hospital, pronto para ser utilizado. Equipes foram treinadas para manipular o sangue e os testes necessários.
Doenças ocupacionais Com a alteração de sua proposta, o Hospital do Trabalhador ganhou 100 novos leitos para atendimento de doenças ocupacionais. Vinte por cento já estão disponíveis, com a liberação de 21 leitos, desde a assinatura do convênio que transformou o Hospital Geral do Portão em Hospital do Trabalhador, em agosto passado.
Neste período o município de Curitiba também encaminhou processos licitatórios para aquisição de equipamento para serviço de imagem para pronto socorro (Raio-x e ecografia).
Com uma média mensal de 500 internamentos, a expectativa é que com as modificações o atendimento chegue a 600 mil pessoas da região Sul, de Curitiba e Região Metropolitana Sul.
Outro dado importante, é que o Hospital do Trabalhador passa a ser também um órgão formador de recursos humanos para a área da saúde. Sua estrutura será usada no ensino de disciplinas curriculares de graduação e pós-graduação na área, junto com atividades de pesquisa.
Oficinas de integração com os setores de saúde da Universidade Federal do Paraná estão em andamento para começar a inserção de alunos e professores à rotina da Instituição. A universidade se compromete em treinar profissionais e o hospital oferece a estrutura e espaço físico para o ensino.
Reuniões dos conselhos deliberativo e diretor vêm acontecendo a e participação da população é grande. ‘‘É um grupo que está amadurecendo e só trará bons resultados para Curitiba e Paranᒒ, acredita a diretora.
Na avaliação de Marilise Brandão, através do convênio firmado entre a Secretaria da Saúde do Paraná, município de Curitiba e Universidade Federal do Paraná, o Hospital do Trabalhador ganhou agilidade administrativa, podendo contratar pessoas, com recursos da Fundação da Universidade Federal do Paraná para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar) e comprar materiais, através de processos mais ágeis.
As equipes já estruturadas seguem trabalhando normalmente e quem tiver interesse em mudar de setor deve passar por treinamento específico.
HistóriaO Hospital do Trabalhador nasceu como Sanatório Médico Cirúrgico para Tuberculose e logo se tornou uma referência nacional devido às cirurgias torácicas que desenvolveu.
O prédio que o hospital ocupa era originalmente destinado a uma escola de 2º grau. Devido à necessidade de um centro de saúde para a população da área, na época considerada afastada do centro, foi transformado em hospital pelo então governador Mário Gomes da Silva.
Na década de 80, o hospital passou a se chamar Geral do Portão. Agora, com a transformação realizada pelo governo do Estado, a unidade passa a assistir o trabalhador, promovendo sua saúde através de programas de prevenção, assistência e reabilitação, ganhou a atual denominação: Hospital do Trabalhador.
O convênio para a ampliação foi assinado em agosto passado pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde do Paraná, Município de Curitiba, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Funpar.
PrêmioCom vários programas em andamento, o Hospital do Trabalhador teve reconhecimento nacional por um trabalho desenvolvido na área de infecção hospitalar. Em junho passado, conquistou o prêmio de controle de infecção em sua categoria.
O trabalho Transmissão de Infecção Através de Broncoscópio e Validação no Processo de Limpeza e Desinfecção do Aparelho comprovou que o aparelho, utilizado em diagnóstico de brônquios, era um dos principais responsáveis por casos de infecção hospitalar. A pesquisa foi feita pela enfermeira Sueli Vidigal, pela médica Heloísa Giamberardino e pela bioquímica Elizabeth Souza Frade Coltro.
A maternidadeAs pacientes que são atendidas na maternidade do hospital participam do Programa de Orientação a Gestantes, que tem usado como suporte uma cartilha editada por técnicos da Secretaria da Saúde. O programa promove reuniões semanais nas quais as gestantes podem conhecer as dependências da maternidade. O objetivo é afastar a tensão que naturalmente surge na internação.
Além do programa a gestantes, o hospital promove regularmente cursos internos de aperfeiçoamento. Também mantém um questionário de avaliação de todos os seus setores, com pacientes e familiares. No primeiro resultado, 96% das pessoas atendidas ou que tiveram parentes em tratamento, consideraram os serviços prestados pela instituição bons ou ótimo.
As questões vão desde a limpeza até à atenção dispensada aos pacientes. O questionário é usado para nortear possíveis modificações nas ações da direção do hospital, para melhorar cada vez mais o atendimento.

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