O Instituto de Cegos de Londrina entregou nesta semana ao governo toda a documentação que comprova o atendimento de 120 alunos. Somente depois da análise dos documentos é que o convênio será reafirmado pelo Estado. A instituição, que é mantida com verbas estaduais, tem professores especializados em educação especial, também cedidos pelo governo.
A diretora do instituto, Sílvia Leitis, fez um levantamento minucioso das matrículas, para que o Estado não tenha dúvidas de que os alunos estão mesmo frequentando as aulas. ‘‘Estamos apreensivos. O funcionamento da escola depende diretamente do convênio com o governo’’, disse a diretora.
De acordo com a nova medida que está sendo implantada pela Secretaria de Educação, professores que atuam em escolas com número inferior a 160 alunos serão remanejados para outros colégios. As escolas que atendem alunos excepcionais também estariam sujeitas a essa mudança.
Em Maringá, cerca de 40 alunos matriculados em cinco turmas do ensino especial, no Colégio Branca da Motta Fernandes, estão ameaçados de não poder mais frequentar a instituição. Por não oferecer mais o ensino fundamental de 1ª a 4ª séries (há sete anos), o colégio recebeu uma determinação da Secretaria de Educação para extinguir as turmas especiais.
De acordo com a coordenadora de equipe do ensino especial do Núcleo de Educação de Maringá, Sônia Landi, apenas o Colégio Branca da Motta Fernandes enfrenta este problema. Segundo ela, os alunos serão transferidos.
As quatro escolas com educação especial em Foz do Iguaçu desconhecem a medida do governo que pode resultar em fechamento das unidades com menos de 160 alunos. A cidade tem duas unidades com número inferior à margem de corte estabelecida pelo Estado, além de outras duas que estão com mais de 200 adolescentes matriculados. As que não atingem o número mínimo são a Escola de Educação Especial Cristian Eduardo Hack Cardozo, mantida pela ACDD, com 92 estudantes e a Escola de Educação Especial Karim Knebel, mantida pela Associação Nosso Canto, com 105.
(Maranúbia Barbosa, de Londrina; Lucinéia Parra, de Maringá e Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu)

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