Único aparelho é usado por três famílias
O orelhão que fica na porta do bar de Regina Rocha Escanez, na Vila Casoni (Região Central), é uma mostra de como esses aparelhos podem ser democráticos. O telefone é usado por pelo menos três famílias das redondezas, que travaram uma espécie de ''pacto'' de uso. ''Nós chamamos um ao outro, cada um atende quando pode. As outras duas famílias só podem contar com esse telefone'', conta.
A comerciante, ao contrário, possui um telefone em casa mas acha mais cômodo utilizar o orelhão. ''É mais fácil porque a gente passa a maior parte do tempo aqui no bar. Para os fornecedores, é esse número que passamos''.
Apesar da inquestionável utilidade dos orelhões, ainda é grande o número de depredações. No ano passado, 1.696 aparelhos foram danificados em média, 124 a cada mês. O número foi maior que em 2002, quando 1.394 telefones públicos foram alvo de vândalos. Apesar do aumento registrado, o presidente da Sercomtel, João Rezende, comentou que os cidadãos estão mais conscientes quanto à preservação dos aparelhos. (V.N.)





