União por afinidade
Sem a existência de uma entidade de instância superior que responda por todas as ramificações da igreja evangélica, acabam por surgir várias instituições por laços de afinidade, como confederações, associações e convenções. Dessa forma, não há uma normatização para as atividades, além da filiação não ser obrigatória. A reportagem tentou falar com as principais convenções nacionais de algumas linhas evangélicas, mas não obteve retorno.
Do contato feito com representantes locais, o presidente do Conselho de Pastores de Londrina, Adilton Silva, admite que nem todas as igrejas estão fazendo o que deveriam fazer. ''Como em qualquer lugar existem os bons e as pessoas falhas.'' Conforme Silva, existem hoje 320 participantes no Conselho e, destes, 180 estão filiados. ''Dentre as ações do Conselho, existe a ajuda mútua entre os pastores. Auxiliamos ainda na formação do líder que tem a vocação, orientação de como gerenciar e ter uma igreja legalmente'', diz ele.
Segundo o pastor Marcelo Ciaca, cada denominação tem uma visão das questões em relação a capacitação de seus líderes. ''No caso da Batista, os possíveis candidatos deverão, primeiramente, demonstrar uma vocação pastoral, testemunho de caráter e ter no mínimo uma formação teológica de graduação de nível superior reconhecida. Depois de concluída, é encaminhado a um concílio examinatório a Ordem dos Pastores do Brasil. Uma vez sendo aprovado, será ordenado e consagrado ao ministério pastoral'', explica. (M.T.)





