União pelo meio ambiente
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local
Uma aula de união. Assim foi a capacitação oferecida ontem pela Secretaria Municipal de Assistência Social a integrantes da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Cooper Região). O curso é desenvolvido em quatro etapas e tem por objetivo levar aos associados informações sobre os deveres e direitos das cooperados, além do funcionamento do sistema.
Responsável pela coleta de 500 toneladas mensais de recicláveis, a Cooper Região começou as atividades há seis anos com 20 membros. Hoje, reúne 176 pessoas, sendo 85% de seu quadro composto por mulheres chefes de família.
Conhecer mais sobre o modelo de associação no qual estão inseridos, explica a gerente de Inclusão Social da Secretaria de Assistência Social, Nelma Liberato, ajuda os cooperados a se tornar mais ativos dentro deste sistema e, logo, a manter a cooperativa funcionando de acordo com o planejado. "Eles precisam entender que a cooperativa é deles, ter o sentimento de pertencimento. Tem até uma questão cultural de que é como se fosse impossível ser donos de um negócio, mas na cooperativa eles têm os mesmos direitos de quem é presidente", comenta.
O assessor da Secretaria Municipal de Agricultura, Paulo Gonçalves Silva, também avalia que a capacitação ajuda a fortalecer as cooperativas. Ele recorda que, de 2009 para cá, o ganho dos trabalhadores da área aumentou cerca de quatro vezes a partir de uma melhor organização no setor. "Quando as pessoas não entendem a importância do cooperativismo, a associação acaba não dando certo. É preciso ter autogestão, uma formação voltada para isso", pontua.
Quem passa pela capacitação reconhece que a noção de gestão é importante para dar novas perspectivas ao trabalho. É o caso da cooperada Kauana Borges Vieira, de 21 anos, que entrou para a Cooper Região depois que o pai, motorista da associação, lhe contou sobre a atividade. Hoje, ela sempre que pode procura participar das reuniões do grupo. "Já se foram dois anos desde que comecei. Trabalhei na rua, na coleta, na separação. Acho o curso importante, porque passamos a conhecer mais sobre o nosso modo de trabalho", defende.
A expectativa, segundo a Assistência Social, é poder estender este tipo de formação a outras cooperativas da cidade. Hoje, Londrina conta com sete associações que prestam o serviço a partir de um contrato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Ao todo, são coletadas por elas 953 toneladas de resíduos por mês. Trezentos e sessenta e uma pessoas fazem parte do sistema. A companhia paga às cooperativas R$ 420 por tonelada comercializada e subsidia o INSS dos trabalhadores e o aluguel dos barracões de triagem.