O Governo Federal desistiu de liberar verbas no valor de R$ 20 milhões para a construção de três presídios no Paraná. O secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, viajou para Brasília onde se reúne hoje com o ministro da Justiça, José Gregory, para tentar a liberação de pelo menos R$ 7 milhões, valor referente ao que seria usado no complexo previsto para Foz do Iguaçu, cidade que está registrando superlotação recorde na cadeia pública.
O anúncio da liberação de recursos havia sido feito pelo ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, em janeiro do ano passado. O dinheiro seria usado para construir prisões de segurança máxima em Foz do Iguaçu, Campo Mourão e Ponta Grossa, semelhantes a de Guarapuava, onde uma indústria de móveis usa mão-de-obra dos detentos.
Tavares só deverá se pronunciar oficialmente sobre o assunto na semana que vem, quando retornar de Brasília. Segundo a assessoria, a intenção do governo federal de cortar verbas da construção de presídios é antiga. Viria desde quando Renan Calheiros era o ministro da Justiça e teria como objetivo a redução de gastos federais com penitenciárias e o incentivo à aplicação de penas alternativas.
A explicação dada por assessores da Secretaria de Segurança Pública, e confirmada pelo Ministério, para as ‘‘mudanças de prioridades’’ da União estão ligadas ao Plano Nacional de Segurança, apresentado logo após a posse de Gregory na Justiça. O programa, que prevê investimentos de R$ 68 milhões em reestruturação do sistema penitenciário e equipamentos para a força policial até 2002, já liberou R$ 15 milhões para todo o País. Nenhum centavo foi repassado para construção de prisões federais.
Com a alteração de metas apresentadas pelo Governo Federal, a Secretaria de Segurança Pública decidiu marcar uma reunião em Brasília na tentativa de garantir verba para pelo menos um presídio, que será construído preferencialmente em Foz.
‘‘O Ministério garantiu que iria construir três prisões federais no Paraná, uma delas em Foz do Iguaçu’’, disse Tavares quando escolheu o terreno para o presídio. A cadeia de Foz tem capacidade para 168 presos e abriga atualmente 467, a maior lotação desde a sua inauguração, em 1993. As reformas custeadas pelo governo do Estado ficam prontas em abril e incluem 17 novas celas com capacidade paa 68 presos. (Colaborou Luciana Pombo)

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