União desiste de construir três presídios
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quinta-feira, 01 de março de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O Governo Federal desistiu de liberar verbas no valor de R$ 20 milhões para a construção de três presídios no Paraná. O secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, viajou para Brasília onde se reúne hoje com o ministro da Justiça, José Gregory, para tentar a liberação de pelo menos R$ 7 milhões, valor referente ao que seria usado no complexo previsto para Foz do Iguaçu, cidade que está registrando superlotação recorde na cadeia pública.
O anúncio da liberação de recursos havia sido feito pelo ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, em janeiro do ano passado. O dinheiro seria usado para construir prisões de segurança máxima em Foz do Iguaçu, Campo Mourão e Ponta Grossa, semelhantes a de Guarapuava, onde uma indústria de móveis usa mão-de-obra dos detentos.
Tavares só deverá se pronunciar oficialmente sobre o assunto na semana que vem, quando retornar de Brasília. Segundo a assessoria, a intenção do governo federal de cortar verbas da construção de presídios é antiga. Viria desde quando Renan Calheiros era o ministro da Justiça e teria como objetivo a redução de gastos federais com penitenciárias e o incentivo à aplicação de penas alternativas.
A explicação dada por assessores da Secretaria de Segurança Pública, e confirmada pelo Ministério, para as mudanças de prioridades da União estão ligadas ao Plano Nacional de Segurança, apresentado logo após a posse de Gregory na Justiça. O programa, que prevê investimentos de R$ 68 milhões em reestruturação do sistema penitenciário e equipamentos para a força policial até 2002, já liberou R$ 15 milhões para todo o País. Nenhum centavo foi repassado para construção de prisões federais.
Com a alteração de metas apresentadas pelo Governo Federal, a Secretaria de Segurança Pública decidiu marcar uma reunião em Brasília na tentativa de garantir verba para pelo menos um presídio, que será construído preferencialmente em Foz.
O Ministério garantiu que iria construir três prisões federais no Paraná, uma delas em Foz do Iguaçu, disse Tavares quando escolheu o terreno para o presídio. A cadeia de Foz tem capacidade para 168 presos e abriga atualmente 467, a maior lotação desde a sua inauguração, em 1993. As reformas custeadas pelo governo do Estado ficam prontas em abril e incluem 17 novas celas com capacidade paa 68 presos. (Colaborou Luciana Pombo)


