Londrina – Os moradores do Jardim União da Vitória 6, na zona sul de Londrina, comemoraram ontem a chegada de máquinas da Secretaria Municipal de Obras a uma das principais vias do bairro, a Rua Henrique Zanon. A equipe da Prefeitura de Londrina era aguardada com ansiedade após uma reunião entre os moradores e o prefeito Alexandre Kireeff, que prometeu executar melhorias no bairro. A reunião só foi agendada depois que os moradores se uniram e protestaram na última quarta-feira.

O problema do trecho é que as ruas estreitas e sem pavimentação dificultam o acesso às casas. "Aqui não passa ônibus, não passa lixeiro. Às vezes, nem a gente consegue passar por causa da lama que fica quando chove", contou a dona de casa Sandra Regina Camargo, que vive há 12 anos no bairro. O ônibus passa a, aproximadamente, duas quadras dali e os sacos de lixo também precisam ser levados até a rua asfaltada.



As ambulâncias também não chegam ao União da Vitória 6. A recicladora Maria de Fátima de Lima não se conforma com a morte da filha de 19 anos. "Ela teve parada cardíaca. Faz três meses... A ambulância não conseguiu subir aqui. Agora nós confiamos na palavra do prefeito. Para a gente, foi uma alegria ver o começo da obra, mas os moradores ainda não estão totalmente felizes. Vamos aguardar", afirmou.
O pedreiro Josimar Roberto contou que o bairro foi formado há 22 anos. "Aqui começou como uma ocupação e os prefeitos deixaram. Conseguimos água e luz, mas ainda não temos rua com asfalto, rede de esgoto e galeria pluvial. A gente não quer que a Prefeitura faça uma maquiagem só para dizer que fez melhorias. A gente quer que o pessoal fique por aqui e resolva a situação", disse. "As condições são muito precárias. Os moradores precisam de mais atenção", completou o líder da Pastoral da Criança no bairro, Paulo Ferrari.
Uma motoniveladora, quatro caminhões e um rolo compactador foram utilizados no início dos trabalhos. O secretário Municipal de Obras, Walmir Matos, destacou que várias ações serão desenvolvidas. "Já começamos a fazer o moledamento das ruas, mas ainda precisamos avaliar todas as vias. Existe uma série de obstáculos. A topografia é muito acidentada e nem todas poderão ser asfaltadas", resumiu. Um plano de ação já havia sido elaborado no ano passado, mas não foi executado por falta de equipamentos. A expectativa é de que o trabalho inicial com a colocação do moledo seja concluído em até 15 dias. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ainda deve regularizar a coleta de lixo orgânico e reciclado após primeira etapa de melhorias.
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), José Roberto Hoffmann, informou que aproximadamente 700 famílias enfrentam dificuldades para regularizar os imóveis em razão das características geológicas dos terrenos, que são muito acidentados. O número total de moradores do bairro não foi revelado. Para o segundo semestre, a Cohab aguarda a liberação de recursos federais da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida. Os valores esperados não foram revelados.
Conforme Hoffmann, há um projeto para a construção de um novo residencial na zona sul da cidade, entre a Avenida Guilherme de Almeida e a unidade 2 da P0enitenciária Estadual de Londrina (PEL). Os moradores cadastrados junto à Cohab poderão ser contemplados com os novos imóveis.

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