União da Vitória está em alerta devido ao risco de nova enchente
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domingo, 12 de outubro de 1997
Lorena Aubrift Klenk Curitiba 
Pelo menos 150 famílias já foram retiradas de suas casas em União da Vitória, Sul do Estado, em função do risco de enchentes no município. O Rio Iguaçu ultrapassou o nível considerado de emergência e durante o final de semana subiu cerca de três centímetros por hora. Algumas casas foram alagadas, mas a maior parte das famílias saiu de casa por precaução.
No início da tarde de ontem a altura do Rio Iguaçu, medida com régua, era de 6,34 metros, bem acima do nível normal, que é de 2,40 metros. A Defesa Civil estima que se, não voltar a chover, a situação estará normalizada em dois ou três dias. A atenção é principalmente para o clima na região de Curitiba, que faz parte da mesma bacia hidrográfica. Quando chove forte nessa região, o rio demora cerca de quatro dias para encher aqui, explicou o coordenador local da Defesa Civil, Mário Slomper.
Curitiba teve um dia ensolarado ontem, depois da intensa precipitação no sábado. A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná para hoje é de tempo instável na maior parte do Estado, inclusive na região Sul, para onde estão previstas chuvas à tarde ou à noite.
Além de União da Vitória, o tempo instável já causa preocupação no município de Rio Negro, a 110 quilômetros de Curitiba. O rio que dá nome à cidade subiu quase quatro metros durante a semana passada. Até agora não há desabrigados.
Desde quinta-feira, a Defesa Civil faz plantão ininterrupto em União da Vitória, trabalhando com 29 caminhões e cerca de cem pessoas, entre voluntários e funcionários da prefeitura, do Departamento de Estradas de Rodagem e de empresas. A situação é mais preocupante em dez bairros da cidade, de 47 mil habitantes.
As famílias retiradas de casa estão abrigadas em salões paroquiais e no parque de exposições do município. O coordenador local da Defesa Civil disse que muitas outras famílias devem ter ido espontaneamente para casas de parentes e amigos.
Segundo Mário Slomper, a situação está sob controle. Já aprendemos a conviver com enchentes e este ano, em função das notícias sobre o efeito El Ni¤o, fizemos um trabalho preventivo que está sendo muito útil, disse. As duas últimas grandes enchentes em União da Vitória aconteceram em 1992 e 93. Mas a maior, cuja lembrança até hoje incomoda a cidade, foi a de 1983, quando mais de 20 mil pessoas ficaram desabrigadas.


