Unhas bonitas e saudáveis
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quinta-feira, 03 de outubro de 2013
Reportagem Local 
Brasília - Para o trato com as unhas em salões de beleza, é necessário que cada pessoa tenha seu próprio material. A orientação é do chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Federal de Bonsucesso, Paulo Cotrim. O dermatologista explica que diversas micoses podem ser transmitidas através de fungos e bactérias caso os materiais não sejam esterilizados corretamente e usados em diferentes pessoas.
Segundo o dermatologista, para que a saúde da lâmina ungueal (a unha, propriamente dita) permaneça é necessário deixá-la sem esmalte por um pequeno período, para que ela possa "respirar" e para que não enfraqueça. "Substâncias como a acetona muitas vezes desidratam as unhas. Deixá-las livres por um tempo e também utilizar-se de hidratantes são cuidados essenciais para manter a boa saúde das mãos", recomenda Cotrim. O dermatologista explica que o excesso de substâncias nas unhas pode torná-las frágeis, quebradiças e manchadas.
O médico explica, também, que a cutícula é uma proteção da unha e as pessoas devem tomar cuidado ao retirá-las. "A unha é protegida pela cutícula, que não permite que bactérias e fungos entrem. Retirando a cutícula, é grande a chance de acontecer algum problema dermatológico como uma onicomicose (descolamento da unha devido à infecção causada por fungos)", explica Cotrim.
O famoso "bife" pode ser perigoso. O vírus da hepatite C é transmitido através do contato com sangue contaminado. Em outras circunstâncias, ocorre também a transmissão da hepatite C por via sexual e também transmissão vertical, de gestante para bebê. A doença é silenciosa e assintomática, mas perigosa.
Hepatite C
A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), já tendo sido chamada de "hepatite não A não B". O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue. Entre as causas de transmissão estão: transfusão de sangue; compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas,cachimbos, entre outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings; da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara); sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara).
O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.
Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado. O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus (genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular.
Previna-se
Não existe vacina contra a hepatite C, mas evitar a doença é muito fácil. Basta não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Entre as vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à informação e aos insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e agulhas descartáveis.
Além disso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação (fissuras no seio da mãe podem permitir a passagem de sangue).


