A Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) formou sua segunda turma sexta-feira à noite. Mais de 400 pessoas lotaram o auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL para a entrega dos diplomas aos 55 formandos, todos com mais de 50 anos. Depois de dois anos de curso, eles se formaram monitores especialistas em terceira idade.
A Unati é um projeto de extensão voltado para as questões que envolvem o processo de envelhecimento. ‘‘O curso aborda o envelhecimento de forma ampla, não se restringindo aos reflexos físicos’’, explicou a coordenadora, professora Iolanda Lourenço Leite. Os alunos passaram por 12 disciplinas incluindo política, economia e psicologia.
‘‘O curso tem como meta despertar o idoso, recuperando sua auto-estima e evidenciando sua capacidade produtiva’’, resumiu a coordenadora. O curso oferece um ano de aulas teóricas e um ano de estágio em instituições.
Iolanda Leite ressalta a importância de preparar a comunidade para envelhecer com qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano 2.025 o Brasil vai ser o sexto país em número de idosos com mais de 60 anos, representando 15% da população. ‘‘Os políticos e empresários vão ter de rever sua linha de atuação atual e vão ser obrigados a enxergar que o País está envelhecendo.’
A Unati pretende participar da criação do Conselho Municipal do Idoso, prevista para 99. No projeto da universidade está ainda a criação de um núcleo de estudos da 3ª idade, com o objetivo de unir o trabalho de extensão à pesquisa. A criação do núcleo, diz a professora, permitiria usar a experiência da Unati como material didático na sala de aula dos demais cursos oferecidos pela UEL.César AugustoTerceira idadeMais de 400 pessoas lotaram auditório do CCB para a entrega dos diplomas aos 55 formandos da UnatiCélia Baroni

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