Umuarama vive surto de dengue
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba - O aumento na última semana do número de casos autóctones, cujos contaminados adquiriram a doença no município, está fazendo com que Umuarama viva um surto de dengue. Desde terça-feira passada, quando foi divulgado o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde até ontem, surgiram dez novos casos autóctones da doença. Até a semana retrasada havia sido diagnosticado apenas um caso.
O número é alarmante, conforme admite o gerente do Programa da Dengue da Secretaria de Estado da Saúde, Silvio Brandt. Vamos ter que intensificar o trabalho de bloqueio e eliminação do vetor que transmite a dengue no município, o mosquito Aedes aegypti, afirmou.
Foz do Iguaçu é a segunda cidade do Estado com o maior número de casos autóctones, já que foram confirmadas 11 pessoas contaminadas na cidade, das quais duas na última semana, e outras seis que contraíram a doença em outros Estados, os chamados casos importados.
Apesar de Curitiba liderar o número de casos de dengue registrados no Paraná, não há motivo para pânico, segundo a diretora do Centro de Epidemiologia do município, Karen Luhm, já que todos os contaminados importaram a doença. Foram detectados quatro novos contaminados por dengue na Capital na última semana, somando 26 infectados, dos quais 23 são moradores de Curitiba e outros três (dois do Rio de Janeiro e um de Rondônia) estavam na cidade a passeio quando a dengue foi diagnosticada.
Em todo o Estado são 27 novos casos divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Saúde, totalizando 117 confirmações este ano. Desse total, 80 pessoas contraíram a doença em outros Estados e 37 foram contaminadas no seu próprio município.
Os casos confirmados no Estado são considerados clássicos, cujos principais sintomas são febre, dor de cabeça, falta de apetite e dor nos músculos. Esses sintomas são provocados pelos vírus do tipo 1 e 2, que transmitem a doença.Não é tão grave quanto a dengue hemorrrágica registrada no Rio de Janeiro, que provoca até a morte, explicou Karen Luhm.


