Os órgãos de meio ambiente, saúde, assistência social e saneamento básico de Umuarama terão seis meses para desocupar e recuperar as margens dos córregos Prata e Pinhalzinho (mais conhecido como ''Catinguinha''). O município terá de retirar aproximadamente 65 famílias que moram em barracos nas margens dos riachos, limpar e reflorestar às áreas.

O acordo foi feito esta semana com o promotor especial do Meio Ambiente, Pedro Valter Torrezan, que promete mover uma ação civil pública se as medidas não forem cumpridas dentro do prazo estipulado.

O Prata e o Pinhalzinho cortam a região oeste de Umuarama. Ambos os riachos recebem esgotos domésticos e resíduos industriais clandestinos e estão extremamente poluídos. Quase uma centena de famílias mora em barracos construídos próximos às margens dos riachos, sem água encanada, energia elétrica ou banheiros. Os moradores das favelas consomem água de minas contaminadas e aumentam a poluição ambiental, jogando lixo nas encostas. ''Vamos exigir condições de vida mais dignas para estas pessoas e a preservação do meio ambiente'', disse Torrezan.

Pelo acordo, as secretarias municipais iniciarão de imediato uma limpeza nos rios, retirando todo o lixo e entulho depositados nas margens. Também farão uma campanha de educação ambiental junto aos moradores dos bairros Alvorada, São Caetano e Laranjeiras, onde residem aproximadamente 2 mil famílias. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ficará encarregado de fiscalizar e coibir ligações clandestinas de esgotos domésticos ou industriais. A Sanepar ficará encarregada de concluir a rede coletora de esgotos domésticos nos três bairros, para evitar o despejo nos rios.

Segundo o prefeito Fernando Scanavaca (PPB), as famílias que moram em locais de risco, nos fundos do Alvorada e do Laranjeiras, serão relocadas para casas populares em construção no Parque Industrial. As 65 casas estão sendo construídas com recursos de programas de desfavelamento da Cohapar e da Caixa Econômica Federal e devem ficar prontas até fevereiro ou março do ano que vem. A prefeitura assumiu o compromisso de destruir os barracos, cercar as áreas desocupadas com arame farpado e reflorestá-las para evitar novas invasões.

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