A prefeitura de Umuarama, a Sanepar e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) começam amanhã um mutirão de limpeza nos rios Prata e Pinhalzinho. Os dois córregos cortam a zona oeste da cidade e, em vários trechos, as margens estão ocupadas por favelas. O mutirão de limpeza faz parte de um projeto de desocupação e recuperação ambiental dos fundos de vale exigido pelo Ministério Público. Hoje à noite, funcionários da secretaria municipal de Saúde e do Serviço de Vigilância Sanitária reúnem os moradores da área para falar sobre a poluição dos córregos e conseguir voluntários para o mutirão de limpeza.
Cerca de duzentas famílias moram nas margens do Prata e do Pinhalzinho nos fundos dos bairros Aliança, São Caetano, Panorama, Dom Bosco, Espanha, Jardim Social e Laranjeiras. A maioria dos moradores não tem energia elétrica, água tratada ou banheiros. Consomem água de nascentes e jogam muito lixo e entulho das encostas e nos rios que já estão extremamente poluídos.
Segundo a Vigilância Sanitária, a incidência de verminoses e outras doenças relacionadas à falta de higiene e saneamento é elevada entre os moradores daquelas áreas, principalmente em crianças. Alguns barracos estão muito próximos de voçorocas e ameaçam desabar.
Segundo o prefeito Fernando Scanavaca (PPB), nas próximas semanas o município começa a construção de 177 casas de 29 metros quadrados cada uma no Parque Industrial. As famílias que estão em situação de risco nas margens dos rios serão transferidas para o conjunto habitacional que deve ficar pronto até o início de 2002. Depois da desocupação, a prefeitura vai isolar e reflorestar as margens dos rios para evitar novas invasões.
O promotor especial do meio ambiente, Pedro Valter Torrezan, deu prazo de seis meses para o município resolver a situação. O mutirão de limpeza visa eliminar um pouco a sujeira na área até que as famílias sejam retiradas. O secretario de Serviços Públicos, André Branco, disse que 3 meses atrás a secretaria fez uma limpeza nas encostas.

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