No último final de semana, 256 famílias londrinenses levantaram mais cedo por um bom motivo: elas foram conhecer o lugar para onde vão se mudar em breve, os apartamentos do Residencial Anselmo Vedoato, construído próximo ao Parque Ouro Verde, Zona Norte de Londrina.
Sob o tímido sol de inverno de sábado, o motorista Edson José de Lima, 43 anos e a esposa Leonice Andrade de Lima, 38, passearam pelo residencial a fim de descobrir o apartamento que mais combinasse com a família. Com eles estava o filho Lucas, de 9 anos. O apartamento escolhido foi o número 42 do bloco 10. ''Dia seis de agosto assino o contrato e até dia 15 já quero ter feito a mudança'', contou o motorista.
Sem conter o sorriso, Edson confessou que esta será a primeira vez que ele irá morar em uma residência própria. Hoje, ele paga aluguel na Avenida dos Pioneiros, no Jardim Morumbi, Zona Leste da cidade, e gasta cerca de R$ 300 por mês.
''O apartamento é muito bem estruturado, bem feito, dá até para fazer uma cozinha americana, se quiser. E a parcela dá para pagar tranquilo, está até abaixo do valor dos aluguéis por aí''.
O casal ficou apenas três anos na lista de espera da Cohab para ser contemplado com a casa própria. ''É um prazo conveniente'', opinou Edson. Para ele e a esposa, o bairro é ótimo. ''Está próximo do Centro e tem um supermercado grande perto, além de duas escolas'', descreveram. E o melhor de tudo, ressaltou Edson, ''é que fica a apenas 10 minutos do trabalho''.
Os prédios foram entregues pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) depois de 13 meses de obras. Na primeira etapa, segundo o presidente da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, serão entregues as 256 unidades e na segunda, que deverá acontecer no final de agosto, mais 244. ''No total serão entregues 900 apartamentos até março de 2008'', previu. O processo de escolha dos apartamentos é feito por ordem de inscrição e a entrega dos apartamentos está marcada para o dia 11 de agosto.
Ainda conforme Silva, foram construídos dois tipos de apartamentos, um deles adaptado para pessoas portadoras de deficiência. ''Neste apartamento a cozinha é tipo americana, aberta, as portas são mais largas, os banheiros têm corrimão e as pias são mais baixas, assim como as maçanetas das portas'', explicou o presidente da Cohab. Ao todo são seis unidades especiais.
Foram gastos R$ 34 mil por unidade e os moradores terão 15 anos para quitar o apartamento. Os mutuários vão pagar uma taxa de arrendamento, como se fosse um aluguel mensal, no valor de R$ 235, reajustados anualmente pelo índice de atualização aplicado aos depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além do condomínio, que deverá girar em torno de R$ 120 mensais. Durante esse período não é permitido emprestar, alugar ou vender o imóvel para ter o título de proprietário.
De acordo com Silva, os 256 apartamentos têm área total de 51,49 metros quadrados, com dois quartos, cozinha revestida, banheiro azulejado do piso ao teto, piso frio. Toda a área teve aplicação de massa corrida e pintura.
O residencial conta ainda com duas quadras poliesportivas, uma cimentada e outra de areia, playground, salão de festas com churrasqueira, quiosques também com churrasqueiras, vagas na garagem para todos os apartamentos, três centrais de gás e lixo, além de portaria.
O convênio entre a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Londrina e a Cohab foi de R$ 8 milhões, e os apartamentos são comercializados pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR).

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