Uma viatura para a segurança de 75 mil habitantes
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Fazenda Rio Grande - Com exatos 75.006 habitantes, segundo dados de 2007 do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), tem hoje apenas uma viatura da Polícia Militar (PM) para atender às chamadas da população. No carro, somente dois policiais por turno. A falta de policiamento fez com que a criminalidade na região tivesse no último mês um crescimento que vem deixando a população amedrontada e tem assustado até a polícia.
Se até outubro o município registrava a média de um ou dois roubos por mês, nos últimos 30 dias, pelo menos dez casas foram roubadas, segundo a PM local. Em todos os crimes, o mesmo tipo de atuação: entre três e quatro criminosos armados entram nas casas, rendem as famílias e levam tudo que podem. Como o policiamento é escasso e a cidade é espalhada, os grupos têm tempo de agir antes que a polícia possa atender aos chamados. O modo de atuar leva a PM desconfiar de que pelo menos duas quadrilhas estão agindo na cidade. Alguns dos integrantes já foram presos e identificados como sendo foragidos da Justiça.
O 3º Pelotão da 2º Companhia do 17º Batalhão da Polícia Militar é responsável por fazer, não só a segurança de Fazenda Rio Grande, mas também de Mandirituba e seu distrito, Areia Branca, também na RMC. Segundo o Censo de 2007 do IBGE, Mandirituba tem 20.408 habitantes. Somando os dois municípios, são quase 100 mil pessoas sob o cuidado de 28 homens da PM local. São duas viaturas na cidade. Como o efetivo é pequeno, uma delas fica parada no pátio do batalhão. Em Fazenda Rio Grande, para uma equipe da PM ficar 24 horas por dia de plantão, são necessários 12 homens. É quase metade de todo o contingente que município tem.
As informações são do tenente Juliano Alex Vilela, reponsável pela PM na cidade. Ele reconhece que, de fato, a criminalidade na cidade cresceu. Uma das causas, segundo Vilela, é a época do ano, quando normalmente os roubos aumentam. A outra seria a reativação, há dois meses, do Centro de Socioeducação (Cense) de Fazenda Rio Grande, que abriga 32 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Depois que isso se deu, uma equipe de policiais foi deslocada das ruas para fazer a guarda no Cense. "Com certeza é essa uma das causas. Diminui o policiamento, aumenta a criminalidade", reconhece Vilela, dizendo, porém, que a equipe faz o que pode para atender a todos os chamados. (Colaborou Dimas Rodrigues)


