Uma segunda casa para as famílias dos pacientes
É na ONG Viver que mães que acompanham filhos em tratamento contra o câncer entram em contato com famílias que vivem uma realidade semelhante à delas. Deste encontro em momentos difíceis, costumam nascer amizades e, sobretudo, força para enfrentar as adversidades.
A professora Simone Galan Cara relata que só conseguiu se reerguer após o diagnóstico do filho, na época com 3 anos de idade, graças ao apoio recebido na instituição. Hoje, é Felipe quem não quer deixar de frequentar a casa. Além do descanso, é lá que o menino encontra as amizades que fez em Londrina. "Ele começou a entender que há outras crianças na mesma situação que ele. Até da comida ele gostou, sendo que tinha dificuldades para comer. É como se fosse uma família para ele, a sua segunda casa", observa Simone.
Com a dona de casa Adélia da Cruz Juvenço, de 50 anos, de Bandeirantes (Norte Pioneiro), também não foi diferente. "Meu filho Rafael gosta muito de vir, fica contente, é bem tratado. Também gosto de conversar com outras mães", define.
Ambas as famílias agora frequentam a casa de maneira mais espaçada, em função do estágio do tratamento em que se encontram as crianças. Em média, a ONG Viver recebe 50 famílias por semana. Há casos específicos em que os pacientes acabam pernoitando no local quando precisam estar no hospital novamente na manhã seguinte. A organização tem seis funcionários e cerca de 40 voluntários, que atuam internamente e externamente, na realização de campanhas e eventos. Todos os recursos para manutenção e atendimento vêm de doações da comunidade.(A.L.)
SERVIÇO
ONG Viver
Rua Lucilla Ballalai, 391. Jardim Petrópolis.
Telefone: (43) 3343-0044





