Construções antigas que abrigam estabelecimentos comerciais de vários ramos. Na Rua Caraíbas, localizada na Vila Casoni (Área Central de Londrina), as portas das edificiações típicas das décadas de 40, 50 e 60 dão passagem para todo tipo de comércio.
Bar, padaria, mercado, sacolão, pet shop, bicicletaria, loja de motos, de informática, sorveteria, hotel e até mesmo um pequeno shopping figuram na rua mais comercial da tradicional Vila Casoni - a mais antiga de Londrina.
E, além das conhecidas casas de madeira que chamam a atenção até do mais desapercebido passante, as fachadas de construções em alvenaria típicas de quatro ou cinco décadas atrás reforçam o clima''de antigamente'' e dão uma idéia de como era Londrina na época em que a terra vermelha ainda estava presente na maioria dos caminhos da cidade.
Na Caraíbas, comerciantes com mais de 40 anos de tradição dividem espaço com quem acabou de chegar. Lauro Kleber, proprietário da tradicional Panificadora Central, circula diariamente pela rua há 48 anos. O negócio foi iniciado pelos pais, em 1960. Hoje, é Lauro quem comanda a padaria que atrai clientes da cidade inteira.
''Morei nessa rua por 40 anos. Me mudei há pouco tempo para facilitar para minha esposa, que trabalha na UEL'', conta ele, que coleciona clientes fiéis há mais de quatro décadas. ''A Vila Casoni tem de tudo e ainda concentra muitas residências. Não tenho o menor interesse de sair daqui'', afirma.
Estreante no comércio da Caraíbas, Geraldo Maia Nunes comanda há cinco meses uma loja de confecções. Morador da Vila Nova, ele está satisfeito com o movimento e elogia a clientela. ''Ainda não tive problemas, todo mundo paga em dia'', conta. A única reclamação diz respeito à segurança na região: ''Já presenciei uns três ou quatro assaltos por aqui'', diz.
O casal de comerciantes Joel Adilson Rinaldi e Fátima Fernandes Rinaldi está na Vila Casoni há oito anos. Quatros anos atrás, eles se mudaram para a casa ao lado do sacolão que administram. Apesar de já ter sido assaltado, Joel gosta do local.
''Fiz muito amigos por aqui e a clientela é muito boa'', elogia, acrescentando que grande parte dos frequentadores é morador antigo da vila. ''São pessoas de muita confiança'', elogia ele, que só lamenta a convivência com o clima de insegurança que ronda o bairro.

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