Uma rede que agrega forças
Na semana passada, o presidente da Associação de Moradores do Parque das Indústrias, Givaldo dos Santos, reservou uma manhã para ir até o Colégio Albino Feijó Sanches conversar com os professores dos filhos e homenageá-los pelo Dia do Professor. Ele acredita no trabalho conjunto entre comunidade e escola. Mais do que isso, acha que é dever da comunidade cuidar do patrimônio público. ''Nós é que temos que construir nosso espaço, não dá para esperar que o governo faça tudo.'' Santos aproveitou para colocar a associação à disposição para ajudar em futuros mutirões e pequenas reformas na escola.
A diretora do colégio, Lúcia Cortez Martins, também acredita na força das ações integradas, por isso criou uma espécie de ''rede'' com a Unidade Básica de Saúde do bairro e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Região Sul, além de manter constante contato com as famílias. A diretora vê a escola como ''um porto seguro'' da comunidade e, ao mesmo tempo, um local onde tudo acontece.
Maria Amélia Gomes, da assessoria jurídica e ouvidoria do Núcleo Regional de Ensino (NRE), lembra que mecanismos como as Associações de Pais, Mestres e Funcionários (APMFs) e Conselhos Escolares são maneiras de garantir que os pais acompanhem a vida escolar dos filhos e também busquem formas de fazer com que o Estado cumpra o seu papel nas questões referentes à segurança, recursos financeiros, ampliações e reformas, por exemplo. Sobre a união de esforços, ela é enfática: ''Não há mais como uma escola existir sem a participação da comunidade''. (S. L.)





