Sem caniço e samburá. É assim que os frequentadores de pesque-pague se preparam para a pescaria. A aparente displicência dos esportistas deve-se ao conforto que os diversos pesque-pague da região oferecem. Lá tem de tudo: restaurante, churrasqueira, guarda-sol e trapiche às margens dos açudes. Na água, as mais variadas espécies de peixes esperam pelas iscas. O pescador nem precisa colocar os pés na lama: uma grama aparada margeia os tanques e ninguém precisa voltar com os sapatos sujos para casa.
O Recanto do Pescador, na estrada do Limoeiro, cerca de 15 quilômetros do centro de Londrina, na zona sul, é um bom exemplo de pesque-pague. Com uma infra-estrutura organizada, o recanto cobra R$ 5,00, por consumação. Este valor pode ser gasto com peixes ou com comida e bebida. De acordo com os inúmeros avisos nas placas, os peixes fisgados não podem ser jogados na água novamente.
Quem não se habilita a colocar minhoca no anzol também não tem com que se preocupar. Iscas feitas de ração são vendidas, salvando, principalmente, as mulheres pescadoras. O único trabalho é jogar a linha no lago e esperar. Tilápia, piançu e pacu são espécies comuns nos lagos do Recanto. Dependendo da sorte, peixes de dois ou três quilos são constantemente pescados.
A tarefa, nem sempre apreciada, de tirar as escamas e vísceras dos peixes, também tem solução. Existem funcionários do pesque-pague prontos a fazer esse tipo de serviço. De acordo com a nutricionista Júlia Aizawa, uma das proprietárias do Recanto do Pescador, o pico da frequência ocorre nos finais de semana e feriados, quando chegam visitantes de vários locais da cidade e até mesmo de municípios vizinhos. Nesses dias, o cardápio do restaurante é variado. Peixe frito, ensopado e grelhado são opções que já caíram no agrado dos visitantes.

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