'Uma pausa só ajuda'
Em Apucarana a 'pesca segundeira', como vem sido conhecida, já conquistou um bom público. No Pesque e Pague Rei do Peixe, um dos mais tradicionais da região, o sábado e o domingo continuam campeões de frequência, mas a segunda já entrou na disputa.
Adrenalina. Essa é a definição de pescaria para os amigos Orides Consolaro, dono de uma fábrica de bonés, e José Carlos da Silva, contador. Há 30 anos a dupla pesca junta. No mar, no rio ou no pesqueiro, a dupla surpreende pela afinação e trabalho em equipe. ''O peixe brigando, mostrando que é forte, querendo vencer você, é bom demais. Acontece uma descarga de energia que relaxa a pessoa. Fazer isso em uma segunda-feira deixa a pessoa preparada para o resto da semana'', explica Consolaro.
Há sete anos os amigos iniciaram uma escola de futebol, que hoje atende 50 alunos. As folgas do trabalho e das atividades com a escola são preenchidas por pescarias. ''No fim de semana temos o trabalho com o futebol dos meninos, então a segunda passa a ser uma opção. Não tem a agitação do fim de semana quando há muita gente conversando e festando. Uma pausa nesse dia não atrapalha o trabalho, só ajuda'', explica Silva.
Histórias
Como bons pescadores, a dupla não deixa de contar suas histórias de pescarias. Casos como os 22 pacus que pegaram em um único dia, ''um atrás do outro, e alguns pesaram mais de 15 quilos'', conta Silva. Já Consolaro lembra o dia que brigou uma manhã inteira com um dourado, na varinha de bambu. ''Você consegue tirar qualquer peixe com a varinha, mas tem que saber fazer. O dourado fisgou e escapou várias vezes. Quando peguei mesmo, fiquei surpreso. Nunca tinha pego um dourado com mais de 20 quilos num viveiro''. (B.M.)





