O Paraná Urbano é executado em parceria pelo governo e as 18 Associações de Municípios de todo o Estado. Essas entidades estão mais próximas da realidade local e das necessidades de cada cidade. A parceria é um dos fatores que fizeram do programa um exemplo para a América Latina. O planejamento passou a ser feito de baixo para cima, adotando-se como ponto de partida as necessidades apontadas pela própria população. Nos programas anteriores o que prevalecia era a visão do Estado, muitas vezes distante.
A participação das associações de municípios - mantidas com recursos das prefeituras e mais 2,5% do valor de cada obra contratada - deu velocidade ao programa. Antes, as análises de projeto eram centralizadas e, consequentemente, demoradas. Agora, projetos avaliados em até US$ 200 mil são analisados pelas entidades, que decidem sobre a viabilidade e a melhor maneira de implementá-los.
Logo que o Paraná Urbano foi implantado, em meados do ano passado, as associações de municípios puseram mãos à obra. Entre as muitas medidas que tomaram, uma das mais significativas foi a contratação de 40 técnicos para dominar o funcionamento do programa. Assim, as entidades aprenderam a mexer com o Paraná Urbano, avaliar os projetos das prefeituras e a fazer o acompanhamento das obras, entre outros procedimentos.
Para cada obra executada são abertas três contas: uma do BID, outra do Estado e uma terceira do município. Os recursos dos financiamentos são liberados simultaneamente. Assim que a obra termina a conta é encerrada. Esse sistema tem evitado favorecimentos políticos e garantido rapidez às auditorias. Os contratos são feitos entre a prefeitura e a empresa, que é obrigada a pagar multa, recolhida ao Tesouro Municipal, caso não cumpra o cronograma.
Uma das novidades do Paraná Urbano é o pagamento à vista aos fornecedores, mediante a entrega do serviço. As empreiteiras de obras recebem de acordo com as medições, estando com o pagamento sempre em dia. Com isso investem na qualidade, adquirem equipamentos modernos e geram mais empregos. Em contrapartida, os prazos dos cronogramas devem ser rigorosamente cumpridos.
Para isso, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano criou um amplo e rígido sistema de controles. A Paranacidade, empresa cujas funções são captar e aplicar recursos no desenvolvimento urbano e prestar assistência técnica aos municípios, possui uma auditoria e para reforçar contratou mais duas - uma para cuidar do Norte e outra do Sul do Estado. Elas visitam as obras aleatoriamente e de surpresa. Além disso, o Tribunal de Contas verifica continuamente o andamento do Paraná Urbano e a empresa de consultoria e auditoria Price Waterhouse está sendo contratada para intensificar o trabalho.

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